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    Campo Largo integra rede de trilhas que percorre o Brasil

    Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade terá 18 mil km de extensão e passa pela Floresta Nacional do Assungui, em Campo Largo

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    Está em fase de implantação em Campo Largo a Trilha da Gralha Azul, que a partir de março de 2019 integrará a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, lançado no mês passado pelo Ministério do Turismo e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO). A ‘RedeTrilhas’ liga o Brasil de Norte à Sul, formando um corredor com mais de 18 mil km de trilhas que atravessam diferentes biomas e conectam paisagens para promover a organização, estruturação e visibilidade à oferta turística de natureza no Brasil.

    Em Campo Largo, a Trilha da Gralha Azul atravessa a Floresta Nacional do Assungui (Flona), no Distrito de Três Córregos, e deverá fomentar o ecoturismo de base comunitária no interior do município, gerando renda e oportunidades para famílias da região. A implantação da trilha é feita pela Associação Miríade, que realiza treinamentos e oficinas com moradores e jovens interessados em participar da iniciativa, bem como está estruturando o caminho.

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    As atividades para implantação da trilha tiveram início no dia em junho deste ano e devem seguir até o próximo ano, quando a trilha será lançada para visitação pública. No último dia 10 de novembro, a associação iniciou o curso de condutores de trilhas ecológicas, que ocorre ainda nos dias 24 de novembro e 1º de dezembro, na Flona, e capacitará os participantes com conteúdos sobre unidades de conservação, infraestrutura de trilhas ecológicas, interpretação de trilhas, turismo de base comunitária, entre outros.

    De acordo com Priscila Cazarin Braga, coordenadora de projetos da Associação Miríade, a formação da trilha e a capacitação da comunidade são um desmembramento do Projeto Agenda 21 do Cerne, desenvolvido entre 2015 e 2017 nos distritos de Bateias, Três Córregos e São Silvestre.

    O projeto da Trilha da Gralha Azul é desenvolvido com apoio da SOS Mata Atlântica e em parceria com o IFPR – Campus Campo Largo e o curso de turismo da UFPR Litoral, além de contar com o apoio Inspirarte Centro Cultural, a ASAECO, (Associação Solidária de Agricultura Ecológica de Ponta Grossa e Campo Largo) e o Instituto Legado.

    A Trilha da Gralha Azul integra o Caminho do Peabiru, que liga o Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense. O Caminho do Peabiru é uma rota indígena antiga, que ligava o Oceano Atlântico a ao Oceano Pacífico, com ramais que nasciam em São Paulo, Paraná e Santa Catarina e seguiam ao Peru.

    Trilhas

    Em todo o Brasil, as trilhas serão identificadas com um símbolo de uma “pegada” amarela no chão e poderão ser percorridas a pé, de bicicleta ou utilizando outros modos de viagem não motorizados. Segundo o Ministério do Turismo, pelo menos 1,9 mil quilômetros já estão prontos. A meta é estruturar 18 mil quilômetros em 20 anos, com estimativa de movimentar 2 milhões de pessoas por ano.

    A medida tem o objetivo de reconhecer e proteger rotas pedestres de interesse natural, histórico e cultural, além de sensibilizar a sociedade para a importância do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc).

    Os circuitos são o Litorâneo, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS); o Caminhos Coloniais, do Rio de Janeiro até Goiás Velho (GO); o Caminhos dos Goyases, entre Goiás Velho e a Chapada dos Veadeiros (GO); e o Caminhos do Peabiru, ligando o Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense.

    Entre as trilhas já sinalizadas, estão o Caminho da Serra do Mar (RJ), a Transcarioca (RJ), a Transespinhaço (MG), a Rota Darwin (RJ-PE) e o Caminho das Araucárias (RS/SC), que integram o corredor Litorâneo; o Caminho de Cora Coralina (GO) e o Caminho da Floresta Nacional de Brasília, que fazem parte do Caminhos dos Goyases; a Trilha Chico Mendes (AC); e a Transmantiqueira (RJ, MG e SP), que estão sendo percorridas pelos primeiros grupos de aventureiros e exploradores.

    O sistema brasileiro de trilhas de longo curso foi inspirado nas experiências internacionais, em especial no sistema europeu. É formado por grandes trilhas nacionais compostas por trilhas regionais menores, uma acabando onde começa a outra. Assim, cada uma pode ser percorrida em espaços de tempo variados, encaixando-se em diferentes períodos de férias – uma semana, duas semanas ou até um mês.

    A Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso integra o Programa Nacional de Conectividade de Paisagens, do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O programa reúne um conjunto de ações que buscam promover a interligação de ecossistemas e a gestão das paisagens no território brasileiro, estimulando a conservação da natureza e o desenvolvimento social, econômica e cultural do país.

    Com informações do Ministério do Turismo

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