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    Vacina contra a Febre Amarela está disponível nas unidades de saúde de Campo Largo e Balsa Nova

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    As unidades de saúde de Campo Largo receberam mais de 5 mil doses da vacina contra a Febre Amarela. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todos os moradores da cidade podem tomar a vacina, desde que tenham entre 09 meses e 59 anos de idade. Pessoas fora desta faixa etária ou mulheres grávidas ou em fase de amamentação recebem a imunização apenas em casos de indicação médica.

    Desde o dia 16 de janeiro, moradores das cidades paranaenses que ficam próximas à divisa de São Paulo e dos municípios que integram a 2ª Regional de Saúde, como Campo Largo e Balsa Nova, estão convocados para tomar a vacina. A convocação veio em virtude do aumento de casos de febre amarela em municípios do Vale do Ribeira, na divisa com o Estado de São Paulo. Outro alerta foi emitido na sexta-feira, dia 25, quando exames realizados em três macacos encontrados mortos em Antonina, no litoral do Paraná, comprovaram a existência do vírus da febre amarela no Estado.

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    Em Campo Largo e Balsa Nova, a vacina está disponível em todas as unidades de saúde de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h. Para tomar a vacina, basta apresentar um documento oficial com fotografia, a carteira de vacinação e o cartão do SUS (se possuir).

    Quem está na faixa etária e nunca tomou uma dose, deve se vacinar. Conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) apenas uma dose da vacina é indicada para a prevenção, mesmo que já tenha passado 10 anos da aplicação.

    Doença

    A febre amarela silvestre é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo vírus da febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogos a pessoas não vacinadas que adentram áreas rurais, matas, rios, parques, reservas ou localidades que já tem casos confirmados da doença. A forma urbana da doença é quando ocorre transmissão da mesma pelo Aedes aegypti e Albopictus. Daí a grande importância de controle desse vetor, pois além da dengue, zika e chikungunya, também pode transmitir a febre amarela.

    Ao picar um macaco ou uma pessoa doente por febre amarela o mosquito adquire o vírus e depois de alguns dias, quando picar outros macacos ou humanos, transmitirá a doença. Os vetores transmissores da febre amarela têm hábito diurno, realizando o repasto sanguíneo (alimentação) durante as horas mais quentes do dia.

    Os sintomas iniciais da febre amarela são febre alta de início súbito, associada a dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dor no corpo, dor abdominal: ou seja se confundem com outras doenças como leptospirose, gripe ou dengue. A febre amarela pode ter evolução rápida, em cerca de 10% dos casos, para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos em sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários. De 20 a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem.

    A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa ou de animais (macacos) às pessoas. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

    Casos

    No Estado de São Paulo, doze casos de febre amarela foram notificados em humanos, incluindo seis mortes. Lá 32 casos estão em investigação. O Paraná, no entanto, ainda não registrou nenhum caso da doença em humanos.

    A Secretaria da Saúde do Paraná recomenda que toda informação sobre macacos mortos ou ocorrência de casos suspeitos sejam imediatamente notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que está em plantão permanente. Os telefones são (41) 99117-3500 e (41) 99917-0444.

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