Boteco e Poesia

    0

    Por: Caio Murilo Taner

    Chuva no telhado, vento no portão, e eu aqui…Querendo “botecar.”
    Pensei nisso quando abria a porta de casa para ir ao boteco mais uma vez. Foi neste momento que a bati com força, sentei-me no sofá e abri um livro. O título me remete a um passado distante, onde homens e mulheres usavam bigodes e o respeito era a melhor forma de se demonstrar educação. A história começa mais ou menos assim:
    Em 1963, existia na nossa querida cidade um boêmio cidadão que atendia pelo nome de
    Antônio Nicole, senhor vivido que tinha na educação a melhor maneira de agradar a freguesia do seu bar. Seu Nicole jurava que tal atitude era natural, vinha de maneira espontânea e não exigia seu esforço. Certo dia no seu estabelecimento, ele atendeu um jovem acadêmico bem instruído, que logo de cara solta uma frase que demonstrava toda sua educação.

    “Depressa, depressa, pois não tenho a manhã toda”, após pedir um pingado e um pão na chapa.

    O velho matuto resmunga para o rapaz ouvir. “A vida é aquilo que se passa enquanto você olha o celular”. Com um olhar que expressava toda a sua vergonha, o letrado rapaz olha para o velho Nicole, se desculpa, e lhe pergunta se ele não gostaria de passar o dom da boa e velha educação.

    Logo-01

    “Sentir ódio, é como tomar veneno, e esperar que o outro morra”
    Sócrates

    Deixe seu comentário

    Favor escrever seu comentário
    Favor colocar seu nome