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    Bicos Quebrados- Uma lição em empatia e compaixão

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    Ser compassivo e sentir empatia são qualidades essenciais para o viver em comunidade. Essas qualidades nos tornam sensíveis ao outro, prontos para agir em favor do bem ao próximo, seja no coletivo ou no individual. Desenvolver essas qualidades em nós e por consequência em  nossos filhos e alunos trará benefícios e importantes mudanças à nossa sociedade.

    Vamos definir as duas palavras:

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    Compaixão:

    “É sofrer com o outro, simpatizar com a sua dor/ uma sensação de pesar pelo azar do outro; piedade, comiseração.  A Compaixão é um misto de paixão, amor e pesar que levam o indivíduo a uma ação.” (Webster 1828)

    “Sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor.” (Google definições)

    Empatia:

    É a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc.
    PSICOLOGIA – processo de identificação em que o indivíduo se coloca no lugar do outro e, com base em suas próprias suposições ou impressões, tenta compreender o comportamento do outro.
    SOCIOLOGIA- forma de cognição do eu social mediante três aptidões: para se ver do ponto de vista de outrem, para ver os outros do ponto de vista de outrem ou para ver os outros do ponto de vista deles mesmos. (Google definições)

    Na busca pelo autodesenvolvimento, sucesso a qualquer custo, tirar vantagem em todas as situações torna-se fácil a nossa visão ser individualista e perdermos o foco do outro, nos colocarmos no seu lugar e passamos a ser pessoas egoístas.  Tanto em sala de aula como na nossa família, somos culpados de cometer essas situações, perdemos de vista os sentimentos, emoções, experiências dos outros e exigimos que todos sejam, façam e ajam como NÓS queremos ou exigimos. Entenda, que precisamos ter um padrão moral, educacional e objetivos ousados para os nossos alunos e filhos, no entanto quando percebermos que não estamos recebendo a resposta desejada, torna-se necessário mudar a nossa perspectiva, nos colocarmos no seu lugar para buscar uma estratégia de ajudá-lo a engajar-se.  

    O livro “Bicos Quebrados” do autor Nathaniel Lachenmeyer, Ilustrado por Robert Ingpen com a tradução de Marina Colasanti retrata de forma belíssima uma história de compaixão que leva o leitor do mais jovem ao mais velho a comover-se e mudar sua perspectiva.  

    Conta-se a história de uma belo Pardal, forte, cheio de sonhos, viva no topo de uma árvore frondosa. Certo dia acordou-se e encontrou-se com o bico quebrado.  Isso acontece as vezes, não há explicação, não há o que fazer. Pouco a pouco o pardal enfraqueceu-se pois não conseguia mais comer o suficiente, perdeu o seu lar, pois de fraqueza não chegava mais em seu galho.  Foi então que um dia, mendigando próximo à banco na praça, viu um belíssimo pedaço de pão. Ao chegar no pão uma mão subitamente o pegou. “Olhando atentamente para o desconhecido, o jovem pardal percebeu que eram parecidos. De alguma maneira, soube que também o desconhecido tinha o bico quebrado, só que o dele era para dentro, onde não dá para ver. Era por isso que estava sujo e não tinha casa. Era por isso que falava sozinho.  Assim como o pardal, não tinha como evitar o bico quebrado.” Os dois se entenderam, sabiam o que era a solidão, ajudaram-se e criaram um laço precioso.

    Essa história promove uma reflexão bastante interessante para ser usada como família ou com os alunos em sala de aula. As ilustrações são belísimas também. O livro na íntegra  está disponível online como slides no link: https://pt.slideshare.net/mhlrute/bicos-quebrados .

    Desenvolver a compaixão e a empatia nos ajudará a ter relacionamentos mais saudáveis e uma sociedade melhor.  Agir dessa forma foi-nos ordenado por Jesus exemplo e mandamento que nos deixara: “amem-se uns aos outros”. Como desafio para essa semana proponho que busquemos um momento para ler essa história e trabalhar com a nossa família  e alunos essa temática buscando uma forma prática de demonstrar compaixão.

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    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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