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    Conselho do Atlético aprova balanço de 2018, que mostra déficit de R$ 21,8 milhões

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    O Conselho Deliberativo do Atlético aprovou o balanço financeiro de 2018, que aponta déficit de R$ 21.850.588,00. A votação foi realizada na noite desta segunda-feira, na sede administrativa do clube, no bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Na reunião, os conselheiros também conheceram os pareceres do conselho fiscal e de uma auditoria independente contratada pela diretoria. Dos presentes, apenas um – Marcio Cadar – votou contra a aprovação.

    Durante a reunião – cuja primeira chamada estava marcada para 18h30 -, as contas foram bastante questionadas, principalmente por Marcio Cadar (clique aqui e leia o que o conselheiro falou durante os últimos dias). O déficit de mais de R$ 20 milhões contrasta com uma temporada em que o presidente Sérgio Sette Câmara classificou, seguidas vezes, como um momento de recolocar as finanças do Atlético no lugar.
    Representantes da diretoria alvinegra responderam as críticas dos conselheiros. O encontro desta segunda-feira foi a primeira aparição pública de Paulo Braz como diretor financeiro do Atlético. Ele substituiu Carlos Fabel no cargo.

    Discussões

    Márcio Cadar foi o principal opositor às contas apresentadas pela diretoria do Atlético. O conselheiro se disse insatisfeito com o desfecho da votação. “Foi previsto. Não fiquei satisfeito com os argumentos do balanço. Muitas coisas foram respondidas, mas outras não foram tanto a contento assim. Achei por bem e, para seguir meus princípios, não aprovar o balanço. Fui o único a não aprovar o balanço. As pessoas não entenderam o que é o Galo, o papel do conselho. Vida que segue”, disse.
    Para o presidente do conselho fiscal, Sérgio Leonardo, os resultados apresentados foram satisfatórios dentro de um “contexto”. “O Atlético vinha, no ano anterior, com déficit de R$ 25 milhões e neste ano foi reduzido para R$ 21 milhões. No ano anterior, o Atlético antecipou receitas da televisão de três anos subsequentes e isso causa um forte impacto no balanço. O que nós tivemos a tranquilidade de aferir é que a diretoria está agindo com austeridade, está agindo com transparência, procurando diminuir as despesas e aumentar as receitas, mas isso também depende do resultado do time no campo”, defendeu.

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    Presidente do Conselho Deliberativo, Rodolfo Gropen considerou saudável o ambiente de discussões instaurado na reunião desta segunda-feira. “Com relação ao voto vencido (de Cadar), é natural. Me preocuparia se fosse uma discussão maior. Um voto não é problema nenhum, é próprio da democracia. O conselho cumpriu muito bem o seu papel. Sempre tem hora para começar, mas nunca tem hora para terminar. Eu não deixo nenhum conselheiro sem resposta. Foi o caso dessa reunião”.

    Momento de baixa
    Nos últimos 25 anos, o Atlético só fechou as contas com saldo positivo uma vez. Foi em 2016, quando o balanço indicou superávit de R$ 2,1 milhões. Nas outras temporadas, os valores têm oscilado, mas sempre com déficit: R$ 53,1 milhões em 2014, R$ 11,9 milhões em 2015, R$ 25,1 milhões em 2017 e R$ 21,8 milhões em 2018.
    A dívida geral do Atlético subiu de R$ 576 milhões, em 2017, para R$ 652 milhões, em 2018. O aumento foi R$ 76 milhões em um ano.
    Perdas no caixa
    O Atlético diminuiu a arrecadação do futebol profissional em mais de R$ 50 milhões: de R$ 291,2 milhões em 2017 para R$ 237,7 milhões em 2018.
    A receita com bilheteria caiu pela metade: passou de R$ 16,8 milhões (2017) para R$ 8,1 milhões (2018).
    O Galo também perdeu muito em relação às receitas de transmissão de TV: R$ 171,7 milhões (2017) para R$ 99,8 milhões (2018).
    Outra perda veio com o ‘Galo na Veia’, programa de sócios do clube. As receitas passaram de R$ 16,3 milhões (2017) para R$ 13,6 milhões (2018).
    O mesmo pode ser visto no que se refere ao setor de patrocínio e marketing: R$ 34,7 milhões em 2017 para R$ 26,6 milhões em 2018.
    Ganhos
    O Atlético foi bem no mercado. As vendas de jogadores fizeram os ganhos avançarem de R$ 43,2 milhões em 2017 para R$ 80,7 milhões.
    Investimento no futebol
    O custo do futebol profissional caiu mais de R$ 15 milhões. Os gastos com o futebol passaram de R$ 220,8 milhões em 2017 para R$ 205,1 milhões em 2018.
    fonte:superesportes

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