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    Colecionador de Campo Largo tem mais de 25 mil discos de vinil

    Para Nelson Puszczynski, de 48 anos, o gosto pelos discos representa um estilo de vida

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    Os discos de vinil são antigos, mas continuam conquistando pessoas de todas as idades. A cada dia, surgem novos colecionadores ou aficionados pelos discos, que descobrem no vinil mais do que um hobby: encontram um verdadeiro estilo de vida. O empresário Nelson Puszczynski, de 48 anos, é, talvez, um dos maiores colecionadores de discos de vinil de Campo Largo e região, com um acervo de mais de 25 mil exemplares. Em sua casa, estantes e mais estantes estão cheias de discos dos mais variados, nacionais e importados.

    Nelson conta que sua paixão pela música é antiga e que, inclusive já fez parte de uma banda da cidade. Ele iniciou seu acervo com apenas 400 discos, mas logo viu o número de discos crescer e há cinco anos, iniciou a venda dos vinis pelo mercado livre e outros sites da internet. Recentemente, o empresário lançou o site discosdevinil.com.br para comercializar os discos que garimpa com muito cuidado entre conhecidos, feiras e pela internet.

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    IMG_1322 - CópiaSegundo Nelson, um dos discos mais raros em seu acervo é o LP Garrafas em Samba, de Zacarias Filho. O empresário também já vendeu o disco Mundo Racional, de Tim Maia, considerado um dos mais raros e caros discos no Brasil. O vinil da década de 70 e que marcou uma fase da música do cantor, foi vendido por R$ 650,00. A maior procura, no entanto, de acordo com Nelson, acontece pelos discos de rock, como Led Zeppelin, Nirvana, AC/DC, Metalica, Iron Maiden e muitos outros. Um dos discos da banda de heavy metal Iron Maiden, por exemplo, custa R$ 279,99. Outros discos bastante procurados são aqueles que levam a trilha sonora de filmes.

    Há ainda nas estantes de Nelson discos do Beatles, Village People, Roberto Carlos, Bee Gees, The Fevers, Pholhas e muitos outros que fizeram época e continuam sendo procurados. Bastante em alta agora, Sandy e Júnior também estão entre os discos de Nelson. O LP “Você é D+” da dupla data o ano de 1995. Entre os sucessos no disco, a música “Vai ter que rebolar”. Destaque para uma participação especial da Xuxa. Aliás, Nelson tem vários discos da Xuxa da década de 80.

    IMG_1336 - CópiaEntrar no acervo de Nelson é como fazer uma verdadeira viagem no tempo e difícil é conter as mãos, que logo querem tirar um vinil da estante e logo colocar em um toca discos para ouvir. Na sala da casa do empresário, uma vitrola toca as músicas preferidas do colecionador, geralmente no estilo Euro disco, que data os anos 80. Para a reportagem, ele mostra uma coletânea inteira Modern Talking. Muitos dos discos são importados, que não contaram com lançamento no Brasil.

    Trabalho

    Antes de iniciar o trabalho com a venda dos discos, Nelson tinha três videolocadoras, o que lhe permite ter também uma verdadeira coleção de filmes antigos, muitos deles raros. Quem ajuda Nelson a garimpar os discos e catalogar todos para a venda é sua esposa Sileide Cardoso, de 46 anos. Juntos eles participam no próximo dia 08 de junho, em Curitiba, da 8ª Feira Nacional Curitiba Vinil. A feira acontece no Centro e contará com 30 expositores de todo o Brasil.

    Paixão pelos discos

    Morador do bairro Botiatuva, em Campo Largo, Valdenir da Silva, de 55 anos, gosta de ouvir diariamente os seus mais de 100 discos de vinil. Em sua coleção, ele mostra pelo menos dois discos dos Beatles, além de ter vinil dos Bee Gees, Roberto Carlos, Tim Maia, Raul Seixas, The Rolling Stones, Os Pholhas, The Fevers e muitos outros que marcaram época e continuam embalando as pessoas por aí.

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    Valdenir da Silva comprou seu primeiro disco aos 16 anos

    O primeiro vinil adquirido por ele foi quando tinha 16 anos e ainda durante a adolescência, não parava de comprar os discos. “Comprava de dois, três discos por semana em Curitiba”, lembra. Durante esse tempo, ele se desfez de alguns e ganhou outros de amigos e familiares.

    Até pouco tempo atrás, os discos estavam guardados. Recentemente, Valdenir encontrou um toca discos que lhe permite, agora, ouvir os sucessos que tanto gosta. Ao lado dele, as filhas, que herdaram o gosto pelos discos de vinil.

    Segundo Valdenir, o som das músicas a partir dos discos de vinil é melhor do que das músicas baixadas na internet. “O estilo da música era diferente do que hoje também”, comenta. Ah! Tem ainda o charme do ‘chiadinho’ do disco, que chama a atenção até mesmo dos menos nostálgicos.

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