Banner rotativo

    Coisas que ninguém te conta sobre ballet adulto

    0

    Esse texto não é para
    desanimar ninguém, pelo contrário. É para mostrar que você não é uma anormal por ter um progresso lento. Mas como alguém precisa fazer o papel chato e falar algumas verdades, aqui estou eu para mais uma listinha:

    1 – Alongamento não é sinal de bom bailarino
    Isso mesmo! Aquela foto linda que você viu no instagram de uma pessoa super alongada não quer dizer nada. Flexibilidade também é questão de genética, você nasce assim ou trabalha muito duro para conquistar. Eu estou no segundo grupo.
    Geralmente que tem muito alongamento tem menos força, então não inveje tanto quem nasceu com uma super flexibilidade. Todo mundo tem seus pontos fracos. Começar o ballet apenas com a meta de conquistar um grand ecart não vai te fazer uma bailarina ou bailarino melho, busque aperfeiçoar sua técnica, preste atenção no seu plié e tendu. O alongamento é importante sim e virá com o trabalho certo mas não pode ser a sua única prioridade.

    PublicidadePrint

    2 – Comecei a fazer ballet mas não consigo fazer nada!
    Normal! Uma criança antes de aprender a andar ela começa a engatinhar, depois fica em pé sozinha, depois anda com auxílio, quando finalmente ela começa a andar sozinha e depois começa a correr, andar de bicicleta, patins, etc….
    Então me responde como você que começou a engatinhar agora já quer sair correndo por aí? Entendeu a analogia? Paciência e persistência são as palavras chaves do ballet adulto iniciante!

    3 – Comecei o ballet há seis meses, posso ir para a ponta?
    Se você fez ballet durante anos e está voltando talvez sim. Se você nunca fez ballet na vida, das duas uma: Ou você é um talento extraordinário ou tem algo errado aí. Ninguém conquista a técnica necessária em menos de um ano de ballet para subir nas pontas. Conhece alguém assim? Pode ser uma exceção mas não é regra.

    4 – Comecei a fazer aulas de ponta, vou dançar na ponta?
    Existe um abismo entre fazer aulas de ponta e dançar na ponta. Tudo depende da quantidade de aulas específicas para pontas que você faz e da técnica já adquirida na meia ponta. Subir na ponta não é dançar na ponta. O que você está disposta a sacrificar pelo sonho de se apresentar na ponta? Vestir um figurino bonito, caro, e tirar fotos lindas vai te fazer feliz? Se for então se joga, o importante é estarmos conscientes das nossas escolhas. Ás vezes é melhor uma coreografia elaborada e bem feita na meia ponta que uma coreografia limitada e com bailarinas inseguras no palco. Pense nisso.

    5 – Você não é tão boa quanto pensa nem tão ruim como imagina.
    Quem nunca teve um dia que estava com a auto estima lá em cima se sentindo a Svetlana Zakharova da turma só porque acertou uma sequencia complicada? E quem nunca teve um dia que fez uma aula tão ruim que pensou em desistir?
    Todo mundo tem seus altos e baixos, manter o equilíbrio é difícil. Mas tenha em mente que por melhor que você seja sempre pode melhorar e por pior que tenha sido sua aula, todo mundo passa por esses momentos, a próxima aula será melhor!

    6 – A roupa de aula não te faz bailarino mas ajuda
    Pode parecer besteira, mas se vestir adequadamente para a aula de ballet assim como fazer um coque ajuda muito. Ajuda a melhorar sua confiança e ajuda para que você se sinta parte desse universo. Não hesite em se arrumar para a aula, faça o coque bem feito, não se envergonhe de usar collant, meia, saia… se sinta uma bailarina!

    7 – Ballet fitness (e variações) não é ballet
    Estamos falando de ballet clássico ok? O ballet fitness e suas modalidades semelhantes podem ser grandes aliados no preparo físico para o ballet, mas não é ballet clássico, você não vai aprender a dançar nesse tipo de aula. O ballet clássico é muito mais que exercício físico, é arte! Essa é a grande diferença entre as modalidades. Se o seu objetivo é apenas físico, as aulas com pegada fitness podem corresponder ao seu objetivo, mas se você quer cuidar além do corpo, da alma, alimentar sua mente, então seu lugar é no clássico.

    8 – Não existem milagres
    Existe trabalho, existe fazer aula! Você quer desenvolver rápido? Então faça o máximo de aulas que puder. Não está feliz? Procure outra escola, outra turma, vá atrás do seu sonho. Com muita paciência e persistência você consegue.

    Vem dançar!
    Fonte: Eu bailarina

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

    WhatsApp Image 2017-11-21 at 14.32.36

    Deixe seu comentário

    Favor escrever seu comentário
    Favor colocar seu nome