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    A FOMAÇÃO DO CARÁTER: uma dinâmica de transformação.

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    Começamos o mês de Agosto com uma série de reflexões a respeito da formação do caráter. Serão quatro partes de um estudo para a família e escola com o desafio de olhar para a realidade da vida, encontrar e assumir o nosso dever diante de cada circunstância, ou seja, saber o que deve ser feito e fazê-lo com propósito, assumindo a vocação humana que é real e não fantasiosa.

    Uma questão que precisa ficar bem definida é de que a família é responsável por formar o caráter nas crianças (filhos) e a escola tem a atribuição de colaborar para a manutenção e desenvolver um olhar atento para formar parcerias de sucesso.

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    O significado da palavra caráter está relacionado à origem grega sobre deixar e/ou imprimir marcas. Em uma visão mais ampla, caráter é o conjunto de hábitos, hábitos são ações repetidas, ações envolvem o pensamento e o pensamento é gerado a partir de estímulos. O primeiro fundamento em que devemos ficar atentos na formação do caráter são os estímulos promovidos por meio dos cinco sentidos (visão, tato, olfato, paladar e audição) porque as crianças (até por volta dos 7/8 anos) exigem a concretização daquilo que é comunicado por meio das palavras.

    Somos desafiados a agir por meio de experiências e apresentação de referenciais para meninos e meninas que, ainda, não têm a capacidade de compreender termos abstratos como o amor, bondade e fé, por exemplo. Basta imaginar a seguinte situação: um pai ou professor falando para uma criança de quatro anos que ela precisa ser tranquila ou calma. Dificilmente essa mensagem terá efeito porque ficou no campo da abstração e não passou pela vivência e emoção. Agora volte à cena e insira duas alternativas: uma história de personagens que demonstraram atitudes de paciência e imagens ou vídeos de um rio tranquilo e um mar agitado. Com a utilização desses recursos físicos, o potencial imaginativo e real é desenvolvido e refinado, pois somos transformados por aquilo que vemos.

    A dinâmica familiar e escolar pode apresentar uma realidade em que uma pessoa é a mais “durona” e a outra assume o papel de mais “permissiva”. Essa diferença, na formação do caráter das crianças, são estímulos contrários que incentivam uma mudança no comportamento quando estão frente a um ou a outro. Primeiramente, os adultos devem corrigir e alinhar o discurso e ação para comunicar o mesmo código e gerar resultados semelhantes. Nossas ações servem como “moldes” para imprimir o caráter nos filhos e alunos.

    Desafio pais e professores a separar um tempo de reflexão e analisar os estímulos que estão comunicando e, para o caso de crianças, inserir o propósito da vivência e concretização das palavras.

    Semana que vem discutiremos sobre o papel da liderança e autoridade para a formação do caráter.

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    Murilo Tchmola

    Texto: Murilo Tchmola
    Coordenador pedagógico e professor na escola Lighthouse.

     

     

     

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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