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    Audiência pública em Campo Largo vai debater oportunidades com o acordo Mercosul-UE

    Vereador Henrique Segedi propôs audiência pública que visa discutir políticas de estímulo à exportação por empresas de Campo Largo, sobretudo ao mercado europeu

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    O vereador Henrique Segedi apresentou no início do mês de agosto na Câmara de Campo Largo um requerimento que propõe a realização de uma audiência pública para discutir, juntamente com as empresas da cidade, o acordo comercial entre os blocos econômicos Mercosul e União Europeia (UE), e os impactos e benefícios para a economia local e para amplos setores do país. De acordo com o vereador, a audiência ainda não tem data para acontecer, pois ainda depende a agenda de autoridades e especialistas ligados ao comércio exterior.

    De acordo com o vereador, compete ao poder público atuar como promotor do desenvolvimento econômico e, neste momento de mudanças no comércio internacional, mostrar para as empresas locais as novas possibilidades para a exportação de produtos brasileiros à Europa. Para a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o acordo bilateral entre Mercosul e União Europeia, selado no final de junho deste ano, pode representar um grande impulso para a economia e a indústria do Paraná nos próximos anos. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Governo Federal informam que o acordo entre os dois blocos formarão uma área de livre comércio que soma US$ 20 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e um mercado de 750 milhões de pessoas.

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    Henrique acredita que as empresas de Campo Largo poderão se beneficiar do acordo, que constituí uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Hoje, a cidade conta com 32 empresas exportadoras, segundo o Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Neste universo, estão grandes empresas de grupos europeus, como é o caso da Sig Combibloc, Roca (Incepa), Grifols Brasil, FCA (operação ítalo-americana) e outras. Ainda de acordo com o órgão, a cidade é a 18ª no ranking de exportações no Paraná, movimentando US$ 102,02 milhões entre janeiro e julho deste ano. Atualmente, os países europeus estão em 4ª colocação na importação dos produtos das indústrias campo-larguenses, atrás da América do Sul, América do Norte e Ásia. Entre os principais produtos exportados pelas empresas da cidade estão bulldozers, máquinas escavadoras e pás carregadeiras, que responderam nos primeiros meses deste ano a 57% das exportações das empresas locais; e produtos cerâmicos para pavimentação ou revestimentos (13%). Dos países europeus que mais recebem produtos de Campo Largo estão Portugal, França e Alemanha.

    henrique01Para Henrique, o acordo vai abrir oportunidades para empresas de diversos segmentos da cidade, já que vai reduzir tarifas de importação de inúmeros produtos brasileiros. De acordo com estudo da CNI, dos 1.101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia, hoje 68% enfrentam tarifas de importação ou quotas. Com Mercosul-UE, a previsão da CNI é que ocorra aumento nas exportações, com potencial de gerar 778,4 mil empregos no Brasil.

    Acordo

    Segundo divulgado pelo Governo Federal, a UE é o segundo parceiro comercial do MERCOSUL, que é o 8º principal parceiro extrarregional da UE. A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. No mesmo ano, o Brasil exportou mais de US$ 42 bilhões para a UE, aproximadamente 18% do total exportado pelo país. A UE figura como o maior investidor estrangeiro no MERCOSUL. Em 2017, o estoque de investimentos da UE no bloco sul-americano somou US$ 433 bilhões. O Brasil é o quarto maior destino de investimento estrangeiro direto (IED) extrabloco da UE.

    Antes do acordo, apenas 24% das exportações brasileiras, em termos de linhas tarifárias, entravam livres de tarifas na UE. Após a desgravação prevista no acordo, 92% das importações do MERCOSUL e 95% das linhas tarifárias entrarão livres de tarifas na UE. Incluídas as linhas com desgravação parcial (quota, preço de entrada e preferência fixa), a oferta europeia se eleva a 99% do volume de comércio. O MERCOSUL, por sua vez, liberalizará 91% das importações originárias da UE e 91% das linhas tarifárias após a desgravação prevista no acordo. exportaçõesA oferta da UE está dividida em cestas de desgravação tarifária de 0, 4, 7 e 10 anos, além de casos de desgravação parcial. Além disso, 92% das importações provenientes do MERCOSUL terão uma eliminação de tarifas em um prazo de 10 anos. As cestas do MERCOSUL estão divididas em cestas de desgravação de 0, 4, 8, 10 e 15 anos, além de casos de desgravação parcial. Mais de 70% da oferta do MERCOSUL se desgravarão em um prazo de 10 anos. No comércio industrial, a UE eliminará 100% de suas tarifas em até 10 anos, sendo cerca de 80% na entrada em vigor do acordo.

    O acordo permitirá agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação e exportação de bens, reduzindo a burocracia e aumentando a transparência para os operadores econômicos. Também garantirá acesso efetivo em diversos segmentos de serviços e em compras públicas.

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