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    Campo Largo: Gaeco investiga crimes envolvendo concessão ilícita de alvarás para uma construtora

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    O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 20 de agosto, a Operação Rota 66, que apura crimes envolvendo concessão ilícita de alvarás para uma construtora. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Curitiba, Pinhais, Araucária, Campo Largo, Balsa Nova e São José dos Pinhais.

    De acordo com a investigação do MPPR, conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, com apoio do Gaeco, os envolvidos são responsáveis por atos legislativos e pela emissão de alvarás de construção e licenças ambientais direcionados para beneficiar a empresa de construção civil. São apurados os crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, tráfico de influência e associação criminosa. A construtora é detentora e executora de quatro empreendimentos residenciais em Campo Largo, avaliados em R$ 400 milhões, além de outras obras na região metropolitana.

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    As ordens judiciais foram deferidas pelo Juízo Criminal de Campo Largo, a pedido do MPPR. Os mandados de prisão temporária foram dirigidos a um ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Campo Largo (gestão 2013-2016) e ao sócio majoritário da construtora.

    Os de busca e apreensão tiveram como alvos as residências e escritórios do ex-secretário preso, de um ex-deputado estadual (mandato 2015-2018), um ex-prefeito de Campo Largo (gestão 2013-2016) e servidores públicos vinculados ao Instituto Ambiental do Paraná.

    Imóveis e construtora

    Sobre os imóveis comercializados pela construtora em empreendimentos da cidade, o MP informou que o órgão deve atuar na proteção dos consumidores que adquiriram uma das 3.500 unidades residenciais. A maior parte dos imóveis faz parte do Minha Casa Minha Vida e agora, será apurado se acontece a continuidade das obras, com alteração dos empreendimentos ou então o ressarcimento dos compradores. A informação foi dada pelo MP durante coletiva de imprensa na manhã de hoje.

    Exoneração

    Ainda hoje, o ex-deputado, que atuava atualmente no Governo do Estado, pediu exoneração do cargo para poder se dedicar à sua defesa.

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