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    Virtudes para uma vida saudável: OBEDIÊNCIA

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    “Se queres conhecer a uma pessoa, não lhe perguntes o que pensa mas sim o que ela ama.” Santo Agostinho

    Chegamos ao nono mês de 2019 e algumas pessoas começam a preparar-se para terminar o ano melhor do que quando começou, seja por colocar em prática novas estratégias ou evitar comportamentos que não contribuem para a melhoria pessoal. Com o objetivo de contribuir para a reflexão e adoção de técnicas positivas apresento mais uma série de estudos: virtudes para uma vida saudável.

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    A busca pelas virtudes pode ser comparada à ação de polir um objeto, uma vez que quanto mais polido, maior será o brilho e beleza refletida. Assim, as virtudes são as características que moldam o nosso “ser” e revelam os nossos afetos que preenchem o coração. Todavia, o elemento principal e que perpassa por todas as virtudes é o AMOR: tudo que fazemos para o próximo tem uma relação direta com as intenções e o nível de amor manifestado. Pais e professores devem refletir a respeito da ordenação de amor, ou seja, elencar as prioridades e preferências para ter clareza sobre quem ou o que ama-se e qual é o lugar de cada um na escala de valor.

    A primeira virtude para adquirir uma vida saudável é a OBEDIÊNCIA. Obedecer está sustentado pela confiança e liberdade. Quando sabemos o que esperam de nós e até onde podemos ir “sozinhos”, obedecer torna-se uma tarefa mais confortável. Filhos e alunos obedecem porque compreenderam o que deve ser realizado e estão aptos para desempenhar tais atividades. Para chegar até esse ponto os pais e professores investem tempo e nas oportunidades para moldar a mente e coração dos pequenos.

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    Os adultos precisam ter um olhar sensível para compreender se a obediência foi exercida momentaneamente ou já é um hábito adquiro. Pense na seguinte situação: o pai chama o filho para tomar banho, porém a criança não obedece à primeira oportunidade. Somente quando o pai aproxima-se do menino é que o comando é cumprido. Podemos supor que o filho só obedeceu porque teve receio de que o pai poderia dar uma consequência. Portanto, a ação foi realizada pois o menino não queria receber um castigo, logo, o desafio continua fazer com que essa criança entenda a importância de tomar banho, nesse caso. Para pensar: quem tomou a decisão final: o pai ou o filho?

    Ensinar a obediência implica em dar comandos firmes com sinceridade, tendo em mente que a autoridade deve ser construída por meio do amor e paciência. Pais e professores podem cair nos extremos de agir com autoritarismo (imposição e controle extremo) ou permissividade (falta de direcionamento). O ponto de equilíbrio encontra-se na condição dos filhos e alunos aprenderem com os adultos os “porquês” e como desempenhas as tarefas com excelência.

    Na sala de aula o professor precisa ser virtuoso e apresentar-se como uma referência de obediência às regras, ética e moral. A escola deve ser um ambiente que gera oportunidades para a manifestação das virtudes e correção dos vícios, com um suporte às famílias. O desafio é romper com o discurso de que a escola não educa, dado que um profissional que identifica um desvio de caráter no estudante não pode abster-se de oferecer um auxílio para aconteça uma verdadeira transformação de dentro para fora.

    Murilo Tchmola

    Texto: Murilo Tchmola
    Coordenador pedagógico e professor na escola Lighthouse.

     

     

     

     

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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