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Nos Bastidores da Política

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Haroldo Wöhl

A Câmara Municipal de Vereadores votará nos próximos dias o Orçamento de Campo Largo para o quarto ano do mandato do prefeito Marcelo Puppi. Ele foi encaminhado e assinado pelo vice- prefeito Maurício Rivabem, quando em exercício do cargo , na data de 26 de julho de 2019. O cidadão campo-larguense precisa entender que a Proposta Orçamentária e as Normas de Execução Financeira precisam da aprovação dos vereadores em duas votações. Pela convocação feita, isto acontecerá em duas sessões extraordinárias, no dia 30 de setembro e no dia 03 de outubro. Muito bem. Em rápidas pinceladas, o prefeito Marcelo Puppi estima uma receita de RS 354 631 000,00 como limite do Orçamento Fiscal e deste valor ele pretende autorização para alterar por decreto, no limite de R$ 30 000 000,00. Um valor significativo para usar como bem entender, sem autorização legislativa, após aprovação pelos vereadores nestas duas sessões extraordinárias. Numa outra linha, o prefeito chega ao quarto ano de mandato, onde a situação financeira do município está bem mais complexa em relação ao otimismo da sua campanha política de 2016. Em determinado trecho de suas exposições no Debate da Facecla, naquele ano, frisou com determinação dizendo “Hoje, o orçamento da cidade que não está sendo executado, é de R$ 350 000 000,00 (trezentos e cinquenta milhões de reais). Dinheiro não falta. Nem no governo federal, nem no governo estadual e nem no governo municipal. O que, que nós vamos fazer? Nós vamos governar o governo. Vamos descobrir os contratos milionários. Vamos fazer aparecer o dinheiro. Vamos caminhar para um novo tempo. Vamos fazer de Campo Largo, a cidade de um povo feliz.”  Os anos se passaram, as gravações da fala atual prefeito podem ser checadas e só agora, o valor estimado, por ele, ultrapassa o valor apontado naquela época. Esta colocação, como outras, foram feitas pelo então candidato a prefeito. Com o passar dos dias, deixaram o eleitor indignado pela  forma adotada para se eleger, divulgando dados incorretos para angariar votos. O próximo ano é ano de mais uma eleição municipal, talvez, o valor estimado, agora, não alcance o proposto ou imaginado, em 2016 e mais uma vez o cidadão percebe a utilização de inverdades para obter resultados políticos. Na sua gestão, muita coisa, ele deixou a desejar e certas ações trouxeram frustração ao cidadão e o município sentiu o impacto de um discurso vazio e sem projeção de desenvolvimento.

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*Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

 

 

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