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    A República

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    Enquanto os líderes de grupos políticos antagônicos a nível nacional, Bolsonaro e Lula, “trocam farpas”, nas redes sociais, tentando denegrir a imagem um do outro, o cidadão brasileiro fica alheio ao que está sendo alterado ou mesmo, em vias de mudança pelo Congresso Nacional. A Reforma da Previdência, já, aprovada deve influir em muitos procedimentos para garantir a sobrevivência das aposentadorias aos trabalhadores. Nesta mesma linha, outras decisões devem surgir no sistema previdenciário para estados e municípios. Os milhões de desempregados receberam do governo federal um alento, com a o programa da Carteira de Trabalho Verde Amarela, com a redução da carga tributária para determinadas faixas etárias e situações específicas de trabalhadores. As reformas tributária e administrativa pretendem causar impacto nas contas públicas do governo federal. Ao se comemorar os 130 anos da Proclamação da República, o povo brasileiro continua alheiro a muitas coisas que acontecem na esfera dos três poderes. Não se pode ignorar que as correntes de pensamento ideológicas influem nas opiniões dos cidadãos, não caracterizando a vontade da maioria. O caso específico da Prisão após Segunda Instância é um ponto a ser observado, pois a votação no Supremo Tribunal Federal teve seis votos contra cinco. Isto na mais alta corte da justiça. Na mesma linha de pensamento, o Congresso Nacional estuda uma Lei que possa suprir ou modificar a questão que gerou uma revolta em muitos segmentos sociais, mesmo que juridicamente, com base na Constituição, seja correta a decisão tomada pela maioria dos ministros. O governo federal, também, tem suas razões na verificação de gastos públicos. As privatizações estão acontecendo para evitar o uso indevido de dinheiro público e o controle do estado possa ser mais efetivo. Nesta linha, estudos indicam que centenas de municípios podem deixar de existir, pois não possuem arrecadação própria e dependem única e exclusivamente de repasses de dinheiro do governo federal. A República não foi um exemplo a ser seguido ao longo das décadas, após o Império. Passou por momentos de poder absoluto, onde os militares tiveram a participação decisiva. Nas últimas décadas, o brasileiro sentiu os abalos de governos democráticos, com alternância de oito anos de mandato. A República, nos seus ciclos de poder, teve altos e baixos políticos e econômicos e os consertos administrativos desagradam muitas camadas da população. Resta ao cidadão torcer para que as medidas aprovadas tenham sucesso e possam corrigir os erros e as falhas cometidas ao longo das gestões.

     

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    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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