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    Racista, eu?

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    Sim, você!

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    Fomos criados em uma sociedade que nos ensinou a discriminar e diminuir o povo negro, desde as piadinhas mais “inofensivas” sobre seus cabelos até o extermínio nas favelas do Brasil. Mas é possível mudar este cenário e estamos na busca por um país mais justo. Vamos juntos entender como?

    Hoje, 20 de novembro, todo o país celebra o Dia da Consciência Negra. A data foi instituída em 2003 e faz uma referência ao dia da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares que lutou para que as tradições, a cultura e, principalmente, a vida do povo negro fosse preservada.

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    Zumbi dos Palmares

     

    O Dia da Consciência Negra traz à tona a importância dos nossos ancestrais na construção do nosso país e é inegável que ainda existe uma cultura regada de racismo e muito discriminatória ao povo negro, que ainda é o que mais sofre com a falta de oportunidades.

    Mas não é óbvio que não podemos discriminar ninguém pelo tom de sua pele? Deveria ser, mas para muitos não é. O racismo no Brasil é institucional e está nas entranhas da nossa sociedade, por isso muitas vezes reproduzimos discursos preconceituosos que perpetuam uma cultura de segregação,  marginalização, violência e injustiça.

    Para nos mostrar como podemos combater o racismo, principalmente dentro de nós, trouxemos a fala da jovem Shayana Baptista, que faz parte da Pastoral do Negro e da Pastoral da Comunicação (Pascom) na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis (RJ). Ela afirma que a primeira atitude a tomar é conhecer a história do povo negro: “Nós só lutamos por aquilo que a gente conhece e acredita. Quando uma pessoa se permite conhecer os trabalhos do povo negro através da literatura, arte, tecnologia e debates, ela passa a refletir sobre as nossas lutas e desafios. Consequentemente acontece um resgate cultural. É como dizia Nelson Mandela: ‘A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’.”

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    Shayana Baptista faz parte da Pastoral do Negro.

    Além disso, Shayana explica que também precisamos romper o silêncio: “As pessoas naturalizam as mortes dos corpos negros, as ausências da população negra nos espaços de poder, a piada que é feita com a criança na escola devido ao tom da sua pele ou pelo seu cabelo cacheado/crespo, a desigualdade social, a intolerância religiosa.  Quando entendemos que é importante debatermos esses assuntos, passamos a conscientizar toda população. O combate ao racismo é uma luta que precisa ser de todos.

    Estamos em 2019, gostaríamos de estar debatendo outros assuntos, gostaríamos de já ter avançado para outro lugar, mas o que vemos é uma sociedade que ainda massacra o povo negro e, por isso, e quantas vezes mais forem necessárias, continuaremos debatendo e lutando por uma sociedade cada vez mais justa para todos, principalmente para aqueles que a quem devemos tanto.

    Fonte:conexaofraterna.com.br

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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