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    Último pracinha de Campo Largo completa 98 anos de idade

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    Na terça-feira, dia 19, Felix Novak, o último pracinha de Campo Largo, completou seus 98 anos da idade. Herói de guerra, Felix recebeu uma festa organizada pela sua família e uma homenagem do Tiro de Guerra 05-020. A comemoração do aniversário foi realizada na casa do ex-combatente, localizada na região do Retiro. Na ocasião, também foi realizada a comemoração ao Dia da Bandeira.

    Na festa, os atiradores do TG cantaram a canção do expedicionário e deram os parabéns ao herói de guerra, que foi presentado com uma nova boina azul ferrete, além de uma faca artesanal produzida exclusivamente pelo cuteleiro Marciano Moscatteli, renomado artista campo-larguense.

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    2ª Guerra Mundial

    Felix foi um dos 1.542 combatentes do Paraná que participaram da 2ª Guerra Mundial. Durante a guerra, 443 pessoas perderam a vida e outros 3 mil ficaram feridos. O primeiro brasileiro a morrer em combate no dia 21 de setembro de 1944 foi o campo-larguense Constantino Marochi.

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    O expedicionário nasceu em 1921 e com apenas 21 anos foi convocado para a guerra, ocorrida entre 1939 e 1945. Felix ficou dois anos longe da família, em combate na Itália. O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942. Após alemães atacarem navios brasileiros nos mares Atlântico e Mediterrâneo, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Mas os primeiros soldados brasileiros só foram enviados à Europa em 1944. Com a entrada do Brasil na guerra, foi criada a Força Expedicionária Brasileira.

    slogan da FEB dizia que, com a entrada dos brasileiros no conflito, “a cobra iria fumar”. Daí nasceu o símbolo da FEB, uma cobra fumando um cachimbo. Mais de 25 mil brasileiros foram enviados para combater o regime fascista de Benito Mussolini. Dentre as vitórias emblemáticas da FEB na Itália, estão as batalhas em Monte Castelo, no norte do país, e Montese, na região dos Montes Apeninos, em fevereiro e abril de 1945, respectivamente.

    Sobre a guerra, Felix conta suas memórias com grande nitidez, como se tivessem passado apenas alguns anos. Para chegar até a Itália, ele e os demais brasileiros que lutaram na guerra, viajaram de navio por 16 dias e 16 noites.

    Na guerra, Felix lembra que era preciso estar sempre atento e combatendo a força alemã. Na Itália, pouco era o tempo de descanso de cada um dos pracinhas. Na trincheira, onde passou por muito sofrimento e inclusive frio intenso, era preciso revezar com os outros colegas. “O frio era intenso e não é como aqui. A cada dez minutos, nós precisávamos tirar o gelo que estava sobre a barraca”, relembra. Felix, que era 2ª Tenente do Exército, utilizava uma metralhadora e sua função era de apertar o gatilho. Outros dois companheiros eram responsáveis por carregar a munição e realimentar a metralhadora.

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    De acordo com o pracinha, após a derrota das forças alemãs no alto do monte de Castelo e a participação heroica das tropas brasileiras no episódio que ficou conhecido como Batalha de Monte Castelo, foi preciso permanecer por mais um tempo na região para garantir que não havia mais nenhum alemão ou aliado para combater.

    Tempos depois de voltar ao Brasil, Felix pôde constituir família. A propósito, seus familiares mostram muito orgulho do herói da guerra. “Nossa família sente muito orgulho dele”, diz a nora Salete Novak. O mesmo diz uma das netas, Edimara Novak Biernaski. “Lembro que na época de escola os professores sempre perguntavam e queriam saber sobre a história dele”, lembra Edimara.

    Na chácara onde mora com a família, Felix acorda todos os dias por volta das 8h30 e segue para seus afazeres, como alimentar a sua criação de porcos e os cachorros. Nas paredes de sua casa, ele exibe com orgulho sua verdadeira coleção de quadros,todos recebidos em homenagens por sua participação na 2ª Guerra Mundial

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