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    Chega de desperdício de comida: ajude o meio ambiente.

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    Segundo dados da Organização das Nações Unidas, uma em cada nove pessoas no mundo passa fome. E um dos problemas que tornam tal situação ainda mais desoladora é o desperdício de alimentos. Dados apontam que 10% do que é produzido é perdido nas plantações, enquanto que 50% na distribuição e 40% são desperdiçados em supermercados, feiras ou por nós mesmos, como consumidores.

    A Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente aponta que o desperdício de alimentos consome aproximadamente 21% de água, 19% de fertilizantes, 18% das terras cultiváveis e 21% do volume dos aterros.

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    Delineado tal cenário, cabe destacar que uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é, até o ano de 2030, reduzir pela metade as perdas de alimentos ao longo de toda a cadeia, que vai da produção ao abastecimento, além das perdas identificadas na fase pós-colheita e o desperdício de alimentos tanto no varejo, como no consumo. Tal meta é fruto do reconhecimento desta questão como um problema mundial.

    Os altíssimos índices identificados de perdas de alimentos, especialmente em nações mais pobres, deve-se, dentre outros fatores, ao emprego de tecnologias de colheita e pós-colheita que se mostram totalmente obsoletas, o que inclui as deficiências no armazenamento, no transporte, na embalagem e comercialização. Neste ponto, é preciso investimento em inovação, o que é inviável dado os baixos preços recebidos pelos produtores da cadeia de valor.

    Ademais, precisamos ter em mente que ao evitar/diminuir as perdas e desperdícios, o resultado será a redução da produção dos alimentos e, consequentemente, da emissão de gás de efeito estufa. Sim, pois as perdas e desperdícios de alimentos aumentam, cada vez mais, as pressões já existentes na terra, na água, na biodiversidade e, consequentemente, agravam o cenário da emissão de efeitos de gases estufa. Trata-se de um ciclo vicioso e danoso ao meio ambiente!

    Mas o que pode ser feito para reduzir o desperdício de alimentos e, consequentemente, contribuir com a preservação dos ecossistemas?

    Estudiosos apontam que é necessário investimento em inovações, com foco nas perdas de alimentos especialmente nos países em desenvolvimento, seja na fase de colheita como de pós-colheita. Aliado a isso, é preciso melhorar os baixos preços recebidos pelos pequenos agricultores, pois isso funciona desencoraja o emprego de inovações, mesmo quando estas já estão disponíveis e são conhecidas.

    Mas, além disso, é necessário reconhecer e enfrentar a necessidade de mudanças de postura na forma como, individualmente, valorizamos e consumimos os alimentos. Aqui temos falado muito sobre como os nossos padrões de consumo atuais são insustentáveis. E, leitores, não é diferente em relação ao consumo dos alimentos. Urge estabelecerem-se padrões de consumo que sigam não somente uma racionalidade econômica, mas também ecológica.

    Portanto, levar tal debate para os bancos escolares e implementar políticas públicas em tal área, são essenciais para a formação da consciência do consumidor, seja para a compra ou para o consumo alimentar.

    Ademais, é urgente (re) pensar a questão dos excedentes alimentares, especialmente no que se refere à (re) utilização dos mesmos na cadeia alimentar, seja por meio da instituição de mercados secundários ou, por meio da doação aos mais vulneráveis e desassistidos.

    Qual a opinião de vocês sobre o tema? Vocês acham que é possível colocarmos como meta, comprar apenas o alimento necessário a fim de evitar o desperdício? Como podemos, individualmente, colaborar com tal processo?

    Aguardo vocês!
    Um abraço,
    Karlla

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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