Banner rotativo

    Antigos armazéns resistem ao tempo em Campo Largo

    0

    No Centro ou nos bairros e colônias de Campo Largo, antigos armazéns resistem ao tempo e permanecem vendendo produtos dos mais variados. São de uma época em que eram os únicos onde você encontrava tudo o que precisava para o uso cotidiano de uma família. Hoje, os armazéns se mantêm, principalmente, devido à fidelidade da clientela.

    Para muitos, entrar em um dos poucos armazéns que restam na cidade significa relembrar a infância. Nas prateleiras, os doces Maria-mole, suspiro, canudo com doce de leite, doce de abóbora e Maria Cachucha, têm verdadeiro sabor de nostalgia e remetem a um tempo onde grande parte dos alimentos que hoje você compra em embalagens fechadas, como o arroz e o feijão, eram vendidos a granel. Sobre o balcão dos armazéns, as distintas balanças Filizola – aquelas vermelhas, ainda funcionam a todo vapor e enfeitam os antigos comércios.

    PublicidadePrint

    Guabiroba

    IMG_3870 - CópiaUm desses armazéns é da família de Aparecida do Rocio Ferreira Vieira, de 55 anos e fica na Rua Caetano Munhoz da Rocha, no bairro Guabiroba em Campo Largo. Visitar o local possibilita a você uma verdadeira viagem ao tempo e uma boa conversa. O armazém fica bem em frente a uma pracinha, cuidada com muito esmero também por Aparecida e seus familiares.

    Segundo Aparecida, o armazém tem aproximadamente 60 anos e foi fundado pela mãe Angela Poletto Vieira, conhecida como Angelita (já falecida). Angela abriu o armazém assim que se casou com Joaquim Ferreira Vieira e se mudou para a região. Com o armazém aberto, ela podia trabalhar e cuidar dos filhos ao mesmo tempo. Naquela época, seu marido trabalhava na antiga Cerâmica Parolin. Angela ainda arranjava tempo para fazer crochê, que era vendido para o comércio de tecidos da família Sovierzoski.

    Aparecida conta que o armazém foi, durante muito tempo, parada obrigatória das carroças que seguiam do Centro da cidade para a região do Retiro, no interior de Campo Largo. Hoje, no local você encontra dos mais variados tipos de produtos, desde bebidas e doces a papel higiênico e aqueles tradicionais pães de mel vendidos por unidade.

    Cecato

    IMG_3881A história do armazém do Cecato – VJ Cecato & Cia, também nasceu na região do Retiro há mais de 90 anos. Aroldo Domingos Cecato e seu irmão, Reinor Ovídio Cecato são os donos do armazém, localizado no Centro de Campo Largo há pelo menos 64 anos.

    Aroldo conta que foi o seu pai quem fundou o armazém, onde você encontra “de tudo um pouco”. No balcão, a balança antiga continua em funcionamento e com selo novo do Inmetro. Nas prateleiras, você encontra desde alimentos e doces a vassouras, baldes, produtos de limpeza, botão de roupa, calçados, roupas, chapéu, bebidas, penicos, rodos, garrafas térmicas e muitos outros produtos. Voltando ao balcão, um mostruário antigo da marca Gillette – com mais de 50 anos – permanece expondo as lâminas de barbear. Por ser uma verdadeira relíquia para colecionadores, algumas pessoas já tentaram comprar o expositor dos dois irmãos.

    Aroldo e o irmão cresceram atrás do balcão do armazém e aprenderam desde cedo a trabalhar com o pai. Lembram-se do tempo em que as ruas não eram pavimentadas e dos terrenos ao redor do armazém ainda sem construções. Visitar o local é também ter a oportunidade de ouvir boas histórias sobre a cidade e matar a saudade daqueles doces com sabor de infância.

    Rebouças

    Reduto de descendentes de italianos, a Colônia Rebouças também tem um antigo armazém, de propriedade do comerciante João Batista Fedalto, 83 anos, irmão do arcebispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto.

    Em junho deste ano, o Diário Metropolitano entrevistou João Batista, que tem uma pequena mercearia há 60 anos quase em frente à igreja.

     

    WhatsApp Image 2017-11-21 at 14.32.36

    Deixe seu comentário

    Favor escrever seu comentário
    Favor colocar seu nome