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    A culpa é das chuvas? Cidades esponjas como solução

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    Desde o início do ano temos assistido com temor as inundações e enchentes nas Minas Gerais. Agora, mais uma vez, São Paulo sofre com as consequências das chuvas de Janeiro.

    Há quem inadvertidamente culpe a própria chuva pelas tragédias. Será mesmo culpa das chuvas?

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    Ora, como a natureza vai absorver e purificar a água que vem das chuvas se inventamos de canalizar nossas águas e aplicar pavimentos impermeáveis?

    À natureza não tem sido permitido fazer a parte dela. Essa opção tem sido nossa. Então, não culpemos as chuvas!

    Trago o tema à tona, pois li algumas matérias sobre o arquiteto  chinês Kongjian Yu, conhecido como o “arquiteto das cidades-esponjas”. Para ele as chuvas não são inimigas, basta promover uma adequada gestão da água pluvial, pois assim o líquido que cai do céu de graça possa ser utilizado.

    E como fazer isso? A proposta do arquiteto são sistemas capazes de coletar, armazenar e tratar a água da chuva, por meio da criação de zonas úmidas, solos permeáveis e margens de rios restauradas.

    Alguns exemplos já existem em Hong Kong onde está abrigado um reservatório de água da chuva dento de um estádio de futebol. Berlim também vem testando soluções assim. Na mesma direção seguem projetos nos Estados Unidos, Rússia e Indonésia.

    Mas é na China, país de origem do arquiteto, que já existem 16 cidades-esponja em andamento, previstas para ser concluídas esse ano. Os projetos preveem menos asfalto e mais lagos e parques. Outras estratégias são os telhados verdes, jardins verticais e jardins de chuva.

    Ora, o volume de chuva eu caiu sobre a capital paulista e região desde o começo de fevereiro é equivalente a 98% de todo o volume esperado para o mês. O temporal que assolou a região na madrugada da última segunda feira foi classificado como o mais forte para um mês de fevereiro, desde 1983, sendo que os dois principais rios da cidade (Tiête e Pinheiros) transbordaram.

    Com a expectativa de que esses eventos climáticos extremos sejam cada vez mais comuns penso que já estamos atrasados nas providências. É urgente, portanto, pensar e executar alternativas que proporcionem maior espaço para que a natureza possa agir e cumprir a sua função. O concreto não é a melhor opção, por certo.

    Precisamos urgentemente nos reconectar com a Natureza!

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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