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    A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA PELA FÉ Hb 11:28 em conjugação com I Cor. 5:7 (Segunda parte)

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    Apóstolo Paulo escreveu I Cor. 5:7 antes da Páscoa, e é claro, não é o texto mais apropriado para usar exatamente numa reflexão sobre a Páscoa, porem os fermentos que ele solicitou que sejam lançados fora, são os mesmo que foram proibidos por Moisés em Êxodo capítulo 12, para a purificação de Israel. Igualmente o cordeiro imolado na última noite dos hebreus no Egito, aponta para o Cordeiro referido por Apóstolo Paulo. Por isso se acha melhor usar o mesmo texto, ou seja, I Cor. 5:7 e relacioná-lo com Hebreus 11:28. Pois bem, se só obtém a vitória sobre os desafios do mundo espiritual pela fé, também precisa abster-se de alguns elementos que podem servir de entrave para receber a benção da vitória.

    Em primeiro Coríntios 5:7, “o velho homem” foi apresentado no mesmo conceito de que goza as cepas de levedura usadas com frequência em panificação (fermento), Paulo fez esta alusão baseando no pecado que fermento representa, também na característica do homem que já estava adulterada antes de nascer em Cristo. Admite-se que o ser humano nasce com alguns defeitos, os quais podem ser tratados somente pela ação do Espirito Santo, depois da conversão.

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    O fermento, com a predisposição de difundir tudo, representa a podridão, por isso durante sete dias da festa, os judeus não levedam os alimentos e nem podiam ter fermento. Deste modo, acendiam os candeeiros para buscar todos fermentos em casa, e os lançar fora, porque representa o mal que, é rejeitado por Deus, Êxodo 12:15. Quando Paulo usou este texto em I Cor. 5:7, estava a encorajar a igreja de Coríntios a práxis da santidade. Pois a igreja de Coríntios deve lançar fora, todo as características “do velho homem”.

    O “nosso cordeiro Pascoal que é Cristo”, foi sacrificado e o seu sangue já está nos umbrais da porta com a finalidade de reconciliar os fiéis com Deus e os livrar da morte. O Escritor da primeira carta de Coríntios gostaria que os seus leitores compreendessem, que o sacrifício já está feito por Cristo na cruz, para os purificar na presença de Deus como primogênitos intocáveis. Por isso podem vibrar e comer a pascoa, não somente os sete dias, mas durante o tempo da peregrinação “do atual deserto”.

    Embora a expiação foi feita, a qual é perpetua, porém, a enormidade da graça de Deus pode ser vista nesta caminhada e, de qualquer forma, tantos os hebreus quanto os cristãos, devem reconhecer a importância desta graça em suas vidas. E se os cristãos chegarem em Canãa Celestial e tiverem a oportunidade de pular um ao lado do outro, será necessário lembrar, que foi POR MÉRITO DO CORDEIRO que conseguiram chegar. Os próprios hebreus abriram um parêntese ao longo de quarenta anos no deserto, durante esse período não celebraram a Páscoa. A pascoa foi celebrada somente em Gilgal, depois da travessia do Jordão. Hoje os cristãos devem ter a vida aprumada com Deus, acreditar e descansar na obra realizada pelo cordeiro pascal que já está imolado (I Cor. 5:7).

    A libertação dos israelitas por meio do sacrifício do cordeiro no Egito é um relato de memória que aponta necessariamente ao que estava por vir, ou seja, o cordeiro imolado na última noite dos hebreus no Egito, aponta para a morte de Cristo na cruz. E a fé que os hebreus tinham naquele sangue do umbral da porta, embora nunca tinha visto algo semelhante, é a mesma fé que se requer dos cristãos no mundo inteiro, e somente podem dizer “Cristo nossa Páscoa, já está sacrificado”, se obedecerem aos preceitos divinos.

    Além de tudo, deve-se elucidar que o cordeiro morto na noite que antecede a saída de Egito para Canãa, não é um simples memorial dos dias de Moisés ou somente dos hebreus, porém são sinais eficazes da graça de Cristo que estava por vir e, está relacionado com a passagem da morte para vida dos cristãos, pois a ressurreição de Cristo, demonstra a quebra da maldição da morte dos que lhe seguirão. Nesta lógica, os cristãos venceram a morte em Cristo para todo sempre. Um fato importante depois da ressureição de Jesus, é que os discípulos saíram em busca dEle, a mesma prática deve ser adotada por cada discípulo de Jesus no século XXI, pois cada um deve buscar Jesus ressurreto no seu coração.

    Raul Ié

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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