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    20 anos do assassinato de Antônio Tavares

    Na BR 277, local do ocorrido, um monumento criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer homenageia o trabalhador

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    Há 20 anos, o agricultor Antônio Tavares Pereira (38) havia sido assassinado pela PM, vítima de um tiro. O ocorrido foi no dia 2 de maio de 2000, no quilômetro 108 da BR-277, e envolveu trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra durante do governo Jaime Lerner (1994 a 2002). A violência policial ainda deixou aproximadamente 300 feridos.

    Segundo o MST, o crime aconteceu quando cerca de 50 ônibus com mais de 2 mil integrantes do MST seguia para a capital federal, rumo à Marcha pela Reforma Agrária, organizada em comemoração ao 1º de Maio – Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Os policiais bloquearam a pista e impediram o comboio de seguir viagem no trecho entre as cidades de Campo Largo e Curitiba. Antes de haver qualquer tipo de negociação, os policiais começaram a atirar em direção aos trabalhadores. Antônio Tavares foi atingido pelo PM Joel de Lima Santa Ana, e faleceu no mesmo dia.

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    Também de acordo com o MST, em 2012, o Tribunal de Justiça do Paraná condenou o Estado do Paraná pelo assassinato de Antônio Tavares. Porém, o policial que disparou o tiro, não foi responsabilizado. No local do massacre, um monumento criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer homenageia o agricultor e todas as vítimas do latifúndio.

    Hortas e agroflorestas cultivam a memória e a solidariedade

    No último sábado, dia 02, comunidades do MST iniciaram hortas e agroflorestas comunitárias, batizadas com o nome de Antônio Tavares, em todo o Paraná.

    Além do cultivo da memória do agricultor, a iniciativa faz parte das ações de solidariedade durante a pandemia do novo coronavírus. Desde o começo da crise, o MST no Paraná fez a doação de mais de 84 toneladas de alimentos em todo o estado.

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