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    Os discípulos de Jesus e a comunidade Atos 4: 6-13

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    A vida dos apóstolos faz parte da composição das escrituras sagradas, alguns fatos eram planejados, mas existem momento em que suas ações não eram programadas, ou seja, eram conduzidos pelo poder do Espirito Sando de Deus, por isso possuíam coragem suficientemente para influenciar as comunidades dos seus dias. Em Atos Cap. 3 consta a história de um coxo de nascença, o qual foi curado pela vocação do nome de Jesus Cristo. O fato não podia ser negligenciado dentro da comunidade, entretanto, houve uma divisão dentro da mesma, pois do lado da população comum havia alegria e o louvor a Deus pela cura de um ser humano que nasceu coxo, porém entre a liderança religiosa, reinava o espírito de ciúme por Deus ter glorificado Jesus Cristo que a mesma liderança rejeitou.

    Os apóstolos que operaram milagre em nome de Jesus, foram chamados pelo tribunal para explicarem a origem do poder que, eles realizaram a cura de um coxo de nascença, na verdade, não existe a cura natural para um coxo de nascença. No entanto, se o tribunal chamar os discípulos para saber a origem e o nome de quem a cura notável em toda comunidade foi realizada é porque eles reconheceram a existência de uma terceira pessoa na vida dos apóstolos iletrados. Os membros do tribunal eram os líderes religiosos e deviam cuidar das causas espirituais e sócias da comunidade, porém não conseguiram relacionar com os problemas como do coxo de nascença, mas o coxo foi curado, então queriam saber como aconteceu a cura, ou onde surgiu o poder e autoridade usada para fazer um coxo de nascença andar.

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    Em qualquer comunidade dos seres humanos, não existe algo como ser inocente e ter consciência limpa perante um fato, aqui pode se afirmar que quando uma pessoa possui o peso da consciência, suspeita de todos que estão ao seu redor, às vezes se justifica sem ser questionado, procura provocar discussão para achar alguém que lhe aponte o dedo, para depois dizer que flano o acusou, a mesma pessoa, também pode se justificar mostrando o erro de cada um que se encontra dentro da comunidade e se posicionar como o único que está certo e merecedor de crédito da comunidade, isto porque não possui a consciência limpa. Salomão afirmou que: “qualquer justo está confiado como o filho de leão” (Provérbios 28:1) este é o caso de Pedro e João perante Sinédrio, os dois estavam tranquilos, firme e despreocupados.

    Provavelmente a surpresa que Pedro tinha era do fato dele ser questionado pelo bem feito a uma pessoa que estava doente. Questionar um bem feito a uma pessoa necessitada, também é da realidade hodierna, a maioria das pessoas questionam o bem feito a uma comunidade carente, porque quando tiveram a oportunidade de agir fecharam o coração, então não querem que alguém tenha o título do herói da comunidade. Pedro, após ter sido questionado sobre o nome e a autoridade que possuíam para realizar milagres, ele apontou o dono do poder, no qual ele realizou milagre, ou seja, Jesus de Nazaré. Os apóstolos e bispos do século XX e século XXI, fazem milagres em seus próprios nomes, “o que está certíssimo, visto que, não tem ninguém para os questionar acerca dos seus milagres”.

    No caso dos apóstolos da igreja primitiva que sabiam que a salvação estava fundamentada na crucificação e ressurreição, usaram estes dois fatos para apontar a culpa do Sinédrio, Pedro sabia que esses dois fatos irritaria os judeus dos seus dias, então poderia complicar sua absolvição do tribunal, entretanto sua qualidade de revelar o que pensa de forma natural, verdadeira e sem artifícios, estava em cima do medo de ser encarcerado, então ele foi sincero e falou sem gaguejar. De fato, os discípulos não podiam deixar de falar das coisas que tinham visto e ouvido Atos 4:20, porque a questão da vocação de cada discípulo de Jesus nos dias de Pedro não era do outo-chamado motivado pelo interesse próprio para ter fama e se situar no centro de atenção, ou de se gloriar. O próprio aposto dos gentios reprova a glorificação no anuncio das boas novas “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho” (1 CORÍNTIOS 9:16).

    De outra forma, ninguém duvida que milagres são os sinais de honra que Deus colocou nos apóstolos e como instrumentos de milagres eles podem glorificar a Deus na comunidade através da exposição do poder divido que testemunhavam na comunidade, para que cada membro da comunidade possa ter esperança nos agentes divinos que se dispuseram a resgatar a comunidade. Por isso diante do Sinédrio os apóstolos não se comportaram como infratores que mereciam a prisão, mas como os enviados de Deus para operar curas e maravilhas. Assim sendo, nem o semblante de Pedro e João tinha mudado.

    Quando uma pessoa é corrupta facilmente sente apreensão, receio ou temor, mas este não é o caso dos dois discípulos no então tribunal. Pode-se afirmar que Pedro diante do tribunal depois da cura de coxo, é diferente com Pedro diante da mesma autoridade no Jardim Getsêmani antes da crucificação de Jesus, não somente pelo o seu semblante que estava firme como já foi dito, mas também pela sua eloquência, embora o Sinédrio sabia que era um homem iletrado. Então somente podiam ser discípulos de Jesus. No Século XXI com todas as letras que os discípulos de Jesus possuem, nem sempre se aparentam ser discípulos daquele que foi crucificado e ressuscitou pelos seus pecados.

    Após o parágrafo inicial que demonstra que a cura foi feita com base na vocação do nome de Jesus Cristo, pode-se concluir com o seguinte: qualquer cura, mesmo das pandemias somente podem ser realizadas no mesmo nome (Jesus Cristo). O segredo do sucesso no ministério é invocar o nome de Jesus Cristo em cada situação; acima de tudo os apóstolos apresentavam a magnanimidade cristã na pregação das boas novas que consta nos escritos de Lucas “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” Atos 4:12.

    Embora a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo são fatos irritantes na sociedade, mas os apóstolos faziam questão de lembrar desses dois acontecimentos importantíssimos para a salvação. Também importa frisar que neste momento é necessário que cada um saiba que o cristianismo é ainda o grande regenerador físico, mental e espiritual do mundo. A única acusação que pode ser levantado contra o cristianismo é que ele constantemente procura fazer o bem para a comunidade. Mas se por acaso, “os membros do cristianismo” entrarem em contradição com o bem que esta a ser praticado dentro da comunidade, é necessário questionar se de facto os referidos membros são os discípulos de Jesus.

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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