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    Luto

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    A insensibilidade de determinadas autoridades públicas deixa muita gente perplexa e confusa. O Brasil registra quase quarenta mil óbitos, vítimas do novo corona-vírus (Covid-19) e assim mesmo, certas atitudes contrariam as recomendações médicas de enfrentamento da pandemia. O governo federal está mantendo uma “queda de braço” com as autoridades de saúde estaduais e municipais, com clara insatisfação na divulgação dos dados, principalmente de mortes e novos casos pelo país. Enquanto o Poder Executivo Federal atua de uma forma, os poderes Judiciário e Legislativo procuram formas de amenizar o sofrimento das famílias atingidas. As recomendações dos governos estaduais e municipais visam garantir a vida e a saúde. Em cada estado a luta para restringir a contaminação das pessoas proibindo aglomerações é grande e assim, o procedimento é para evitar o contágio. As mortes causadas pelo Covid-19 superam em muito as mortes por outras doenças e até mesmo aquelas provocadas por acidentes de transito e por assassinatos e suicídios. O luto que atingiu as dezenas de milhares de famílias pelo Brasil que tiveram óbitos devido à pandemia, causou um sofrimento ainda maior devido à nova rotina nos sepultamentos.  As restrições na realização de velórios e a imposição do distanciamento social tornaram o momento de dor das famílias atingidas muito mais doloroso. A cada dia que passa, o luto chega para centenas de outras famílias. O Sistema Único de Saúde – SUS, em muitas regiões, não dá conta de atender os novos casos, com a proliferação e a ampliação da demanda por leitos adequados e assim, evitar mais mortes. O luto está chegando até as localidades e regiões mais distantes dos grandes centros, pois o corona-vírus não encontra barreiras eficazes para evitar a sua propagação. O luto deve atingir mais famílias até que se encontre uma maneira correta de controle. Por outro lado, muitas pessoas, não só autoridades, mas também pessoas inescrupulosas que não estão dando a devida atenção a este momento de crise humanitária, podem ser atingidas pela nova doença que não possui remédio eficaz para a cura dos infectados e nem vacina para imunizar a população do contágio.

    Por Haroldo Wöhl

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    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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