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    As novas águas de Jericó: Águas da vida – 2 Reis 2: 19-22

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    Todos os estudiosos da Bíblia sabem que Jericó é uma cidade histórica, os arqueólogos afirmam que havia uma comunidade do Período da Pedra Polida (período neolítico) onde Jericó foi edificada, os seus habitantes são pessoas de boas iniciativas, o que contribuiu na sua evolução, além do mais, consta na Bíblia que é uma cidade bem situada (2 REIS 2: 19). Porém, nos dias do profeta Eliseu as águas da cidade de Jericó ficaram infectada e provocava a morte e a infertilidade das mulheres, dos animais e das plantas. Entretanto, ninguém sabe qual era a origem da impureza da água.

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    Mesmo assim, nesta reflexão é necessário lembrar que depois da conquista de Jericó pelo povo hebreus, Josué proferiu a maldição contra quem a reedificaria, como segue “Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas” (JOSUÉ 6:26). As palavras de Josué estavam claras, apesar disso, nos dias de Acabe foi reconstruída a cidade de Jericó como era antes de ser conquistada sob comando de Josué, sendo assim, a profecia de Josué cumpriu nos dois filhos do reconstrutor de acordo com o seguinte texto “Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; quando lhe lançou os fundamentos, morreu-lhe Abirão, seu primogênito; quando lhe pôs as portas, morreu Segube, seu último, segundo a palavra do SENHOR, que falara por intermédio de Josué, filho de Num” (1REIS 16:34).

    Embora a Bíblia não disse que este fato da reconstrução da cidade foi o motivo da ira de Deus sobre a cidade e que resultou na amargura da água que provocava a morte e a esterilidade, ainda assim, não existe outros fatos que se pode sustentar como o motivo de olhos-d’água serem infectados. Contudo, como a Bíblia não disse nada a respeito da origem da referida amargura, aqui prefere-se não supor a causa da poluição da água, pois existe surtos que ninguém sabe explicar suas origens. Mas é claro que o cristal como era conhecido na sua forma natural em Jericó dos então dias, perdeu sua essência. Deste modo, a notoriedade de Jericó estava coberta de sombra causada pela experiência aversiva e sua emoção negativa que estava sendo enfrentada pelos seus habitantes.

    Nesta reflexão, pode-se afirmar que os homens de Deus nem sempre são homens de Deus quando tudo está certo, com certeza ninguém apreciava o jeito do profeta Eliseu antes desse fato, logico, o profeta Elias sabia quem era o Eliseu, mas a questão pode ser colocada sobre os demais homens da cidade. Possivelmente depois que Eliseu imolou os bois e deu a carne ao povo (1 REIS 19:21), “se tornou mais um para algumas pessoas da comunidade” somente ganhou a fama quando a população percebeu que a causa de Jericó, embora era natural, porém não deixou de ser extraordinária, naqule momento ele foi consultado. As angustias e problemas faz as comunidades descobrirem o verdadeiro valor do servo de Deus.

    Depois de Eliseu ter escutado a preocupação do povo, pediu o que o povo podia fazer “trazer o prato novo com sal”, com certeza o prato deve ser novo para simbolizar a pureza por causa da peculiaridade do evento, e o sal que simbolizava a incorruptibilidade e a vida, possui o poder de preservação de decomposição e decadência, então remove a morte. Moisés ensina que aliança com o sal é perpétua (Número 18:19). Aqui entende-se que existe elementos certos para se apresentar a Deus quando as obras são especiais, não são esses elementos que vão surtir os efeitos positivos. De facto o que curou as águas de Jericó é a palavra de Deus expressada por Eliseu, como se segue “assim diz o SENHOR: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade” (2 REIS 2:22). Em outras palavras Eliseu portou as águas que dá vida como o evangelho concede a vida eterna para as pessoas que o aceitaram ao fundo do coração.

    Fica a dica para os pregadores e os expurgadores dos demônios na atualidade que, sempre realizam as obras em seus próprios nomes, isto é, quando orarem de seguinte forma na presença dos endemoninhados ou dos enfermo “eis que te digo” e, após esta expressão, enchem o ar no peito como se fossem algo perante os fatos que requerem a ação divina, mas num lugar onde os mananciais divinos são atingidos na vida da comunidade, necessita “dos verdadeiros Eliseus” para se posicionarem com o prato novo com sal e invocar o nome do SENHOR. Pode-se perceber que a esperança das comunidades está a murchar, os corações se encontram nas maiores deteriorações em relação as águas espirituais, tudo que foi feito para obter a justiça da humanidade se abortou, tanto no Brasil, na África, Europa, nos EUA e em qualquer lugar do mundo.

    Portanto, é preciso que os homens reflitam sobre a situação da terra e como a vida é preciosa. Ação contra os direitos humanos está explicitamente reprovada, mesmo que não fosse mencionada na Declaração Universal dos Direito Humanos e nem nas Constituições dos países que assinaram os pactos das Nações Unidas, a lei da consciência regida por Deus em cada pessoa, proíbe eliminação de qualquer ser humano, o próprio evangelho proíbe a violação dos direitos humanos. Os apóstolos pregavam o evangelho para obtenção da vida eterna, mas dentro de suas pregações pode-se perceber a ênfase sobre a dignidade humana e a solidariedade, os mesmos princípios constam no pentateuco. Então as águas não devem ser poluídas na contemporaneidade, pois as pessoas das comunidades querem viver e reproduzir vidas.

    Ademais, a paz tratada e proclamada na DUDH, não produziu frutos, ou seja, tudo está estéril, sua esterilidade produziu pessoas de mentes cauterizadas, as quais decidem fabricar a morte para as comunidades. Estas pessoas de mentes cauterizadas têm o prazer de assistir o sofrimento, a inutilidade e a morte das pessoas. Está conduta já estava a ser desenvolvida após a queda do homem no Jardim Éden, inobstante, Deus sempre está pronto para limpar esse espírito dos homens e os transformar por meio de sua palavra, por isso chamou a Abraão para ser benção para todas as comunidades, o que foi desenvolvido até se desembocar com a morte de Cristo na cruz. O papel do Eliseu, após ascensão de Elias como Cristo subiu ao céu, era o papel dos apóstolos, Eliseu portou as águas da vida, como os apóstolos portaram as boas novas da vida eterna. E ainda hoje Deus quer que Eliseu/apóstolos se apresentem a Ele e O chama para trazer a vida à comunidade.

    Raul Ié

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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