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    Gestão domiciliar – Capítulo 13: O mar continua agitado!

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    Estamos há mais de três meses com uma rotina totalmente modificada. Os desafios precisam ser vencidos diariamente e não temos garantias para oferecer aos filhos. Sim, o mar continua agitado! Pensando nisso, a professora Taciana Gaideski iniciará um novo projeto de reflexão com as famílias para o gerenciamento domiciliar em meio à crise. Confira! Essa mensagem traz esperança e serve como um sinal de alerta para todos nós.

    Vivemos um momento para o qual não fomos preparados. Muitas adaptações tem sido necessárias para garantir que consigamos prosseguir. É comum ver nas redes sociais o relato das mais diversas situações que as famílias têm passado nesse tempo. São histórias engraçadas sobre como as crianças tem reagido estando tanto tempo em casa, mas também são histórias que relatam o estresse e a pressão aos quais as crianças têm sido expostas. 

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    De quem é a culpa? Da escola que não estava preparada para viver um momento singular da história? Dos pais que desejam ter tempo com os filhos, mas que agora não sabem o que fazer com esse tempo? Das crianças que não demonstram maturidade e expressam sua ansiedade com birras e choros? Não há culpado. E tentar arranjar um não é uma opção. 

    Só há um caminho: lidar com as situações, colocar as cartas na mesa, encarar os desafios e tirar o melhor disso tudo. A primeira questão para a qual as famílias precisam se atentar é para o ambiente que está sendo preparado para as crianças dentro de suas casas. O clima da casa não pode depender unicamente das circunstâncias que rodeiam os seus ocupantes. Uma casa, transformada em um lar, é refúgio de paz, porto seguro, independente das batalhas ou tempestades que têm acontecido lá fora. 

    Vamos imaginar que o lar é um navio em alto mar. Neste momento certamente as águas estão agitadas, as tempestades vem com frequência. O capitão do navio são os pais. Nem um, nem outro, mas os dois juntos, pois um navio não pode seguir duas rotas diferentes. Cabe aos pais estudar as possíveis rotas, traçar o mapa e manter a viagem em curso. 

    Os filhos são a carga. Uma carga preciosa e frágil. O capitão precisa estar atento às necessidades da sua carga, precisa conhecê-la a fundo. É preciso manter a carga em segurança. Se ela é feita de vidro, certamente não pode sofrer fortes atritos sem ser protegida, se ela é feita de papel, certamente não pode ficar na proa do navio enquanto a chuva cai. 

    O capitão não comanda o tempo e nem a força das ondas. Mas ele garante que nada que venha de fora atrapalhe a segurança da sua carga. Se chover, ele coloca a carga sobre lugar coberto, se esquentar, ele abre ventilação. Erros serão cometidos, a carga poderá ser exposta a situações não ideais, mas o navio não vai parar para que os problemas sejam resolvidos. O navio tem que seguir e os erros servirão de aprendizagem.

    O capitão sabe que as circunstâncias vêm e vão, sabe que o tempo muda, sabe que adaptações são necessárias. Mas acima de tudo, ele sabe que tem um destino. Ter um destino é a garantia para que a viagem continue. A viagem é longa e precisa ser aproveitada. A vida não começa quando se chega ao destino, a vida acontece enquanto se segue para o destino.

    Não estamos em tempos fáceis, mas estamos aqui agora escrevendo histórias a cada metro percorrido. Como você tem preparado e administrado o seu navio? Como tem seguido viagem? 

    Não há culpados nesse momento, mas há responsáveis por formar uma geração que vai passar e sair de um momento de pandemia mais forte do que quando entrou. Uma geração que vai focar no destino e preparar as suas próprias embarcações. Uma geração que não vai ser moldada pelas circunstâncias, mas que vai usá-las para criar estratégias e soluções. Uma geração que vai saber o que é seguir em meio à tempestade e não pensar em desistir. Uma geração que vai encarar o medo nos olhos e que vai lidar com ele. Uma geração que não buscará por culpados, mas que se tornará responsável pela sua história. 

    murilo tchmola e taciana gaideski

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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