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    Europa, lua de Júpiter, pode abrigar vida extraterrestre

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    Pesquisadores do Jet Propulsion Laboratory (JPL), centro tecnológico de pesquisa norte-americano, revelaram, nos últimos dias, uma informação que pode causar uma verdadeira revolução na comunidade científica mundial. Devido a um aquecimento intenso experienciado por Europa, satélite natural de Júpiter, oceanos se formaram sob a espessa camada de gelo do corpo celeste, o que pode ter gerado condições ideais para a formação de vida.

    Mohit Melwani Daswani, cientista planetário, liderou uma equipe que analisou dados coletados pela missão Galileo, lançada em 1989. A sonda estudou o planeta e suas luas por 8 anos e detectou a possibilidade da presença de vastas quantidades de água em estado líquido no satélite devido a um fenômeno chamado diferenciação. Por meio dele, quando são percebidas diferenças rotacionais entre objetos, descobre-se a densidade de cada um.

    Vasto oceano está sob densa camada de gelo.

    Em entrevista ao Space, Daswani revelou que Europa tem aspectos necessários para ser considerada habitável — e as novidades podem dar rumos a pesquisas universais. As informações foram divulgadas em 24 de junho durante a conferência virtual Goldschmidt, organizada pela Associação Europeia de Geoquímica e pela Sociedade Geoquímica, mas o artigo com detalhes do estudo ainda passa por avaliação.

    Como isso ocorreu?

    A equipe responsável pela descoberta encontrou evidências de que o oceano de Europa surgiu através da quebra de minerais contendo água que se encontravam em seu interior. Isso acabou gerando o aspecto de camadas semelhantes às de uma cebola. “Seu interior é muito mais denso que camadas externas, o que nos revela uma propriedade importante da história e da geologia do satélite”, explicou Daswani. “Ela deve ter passado por um aquecimento substancial para que isso ocorresse”.

    Detalhe das camadas de Europa.

    E qual seria a fonte desse calor? A queda da radiação dentro da lua, um fenômeno chamado dissipação da energia das marés, causado pela interação com Júpiter e outros satélites próximos a ela. O mesmo ocorreu com a Terra e Marte, e Europa é grande o suficiente para ter passado pelo processo.

    É preciso ressaltar, entretanto, que não existe uma ligação exata entre a diferenciação e o fato de um corpo celeste ser habitável. Ainda assim, o cientista explicou que essa quebra de minerais originada do calor não é específica do local analisado. A parte mais importante da pesquisa é que, a partir dessa constatação, será mais fácil descobrir que outros mundos podem conter oceanos escondidos.

    Descoberta possibilita a compreensão de novos mistérios.

    O que há além?

    Diferentes processos não estão descartados. Daswani explicou, por exemplo, que Encélado, lua de Saturno, é muito menor e não seria capaz de passar pelo processo de aquecimento. Ainda assim, tem oceanos e não é exatamente provável que contenha vida. Já a “irmã” de Europa, Ganímedes, tem muito potencial.

    Agora, sabe-se que, para gerar vida da forma como conhecemos, apenas água não basta. “Vida é química. A vida se alimenta de química, que nada mais é que o fluxo de elétrons”, afirmou Steve Mojzsis, geologista da Universidade do Colorado, que não participou do estudo. A energia gerada por esse fluxo é o que possibilita o metabolismo. Com o aprofundamento das missões, o cenário pode mudar.

    Talvez, daqui a algum tempo, saibamos que tipo de existência há além da nossa.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    fonte:tecmundo

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