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    Gestão domiciliar – Capítulo 16: Comunicação em tempos de crise

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    Continuamos com as nossas reflexões! Hoje, pretendemos trazer dicas a respeito da comunicação familiar. A professora Taciana Gadeski separou algumas orientações fundamentais para colocar em prática. Lembre-se: apenas ler e ficar com o desejo não farão a diferença. É preciso intencionalidade e determinação.

    É nos momentos de crise que nós identificamos quais são os valores que permeiam a nossa família. Neste momento estamos tendo a oportunidade de avaliar e, se necessário, alterar as rotas que temos seguido.

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    Como seus filhos têm reagido em relação às atividades escolares e as aulas online? Quão motivados eles estão para enfrentarem os novos desafios? As respostas para estas perguntas estão intimamente ligadas à maneira como os pais tem reagido frente a esses desafios. Portanto, a maneira como os pais lidam com as questões que tem surgido, influenciará a maneira como os filhos lidarão.

    Imagine uma árvore frutífera: os frutos são as atitudes, o comportamento, o caráter da criança sendo exposto. Os ramos são as experiências e as memórias vividas por essa criança. A raiz são os pais. A essência e o alimento vêm daqueles que geraram a criança. Mais tarde, as sementes dos frutos cairão em terra e, deixando de ser criança, o adolescente começará a formar sua própria raiz.

    Se a raiz consome água contaminada, os frutos serão contaminados e as sementes serão alteradas também. A raiz alimenta, mantém e fortifica a planta com o propósito de gerar bons frutos. Os frutos contaminados não servirão de nada além de cair ao chão e secar. Já os frutos saudáveis servirão de alimento e gerarão sementes saudáveis.

    A terra na qual a raiz tem segurança para se fixar e gerar é o lar da família. Cabe aos pais administrar o clima da casa. A maneira como a família lida com cada situação não pode ser determinada unicamente pelos impulsos. É preciso escolher preparar um ambiente de paz, segurança e aprendizagem.

    Confira algumas dicas sobre comunicação familiar em tempos de crise: 

    1. As paredes têm ouvidos

    1. AS PAREDES TÊM OUVIDOS

    O que você tem falado sobre a escola e os professores dos seus filhos?

    Mesmo que haja razão em seus comentários, as crianças não têm maturidade para filtrar as informações. Falar de maneira negativa sobre a escola e os professores em frente aos filhos faz com que eles percam a confiança em seus professores. Sendo assim, a aprendizagem será comprometida, já que a relação aluno-professor é o terreno sobre o qual as sementes de conhecimento são lançadas. Por que a criança deve respeito aqueles em quem seus pais não confiam? Deixe as conversas complexas para um momento no qual as crianças não estejam presentes.

    2. Uma boca, dois ouvidos

    1. UMA BOCA, DOIS OUVIDOS

    Seus filhos falam sobre seus sentimentos?

    Assim como ensinamos o nome das cores e dos animas às crianças, precisamos também ensinar o nome das emoções. Ensinar a criança a reconhecer e nomear as suas emoções fará com que ela tenha ferramentas para se expressar. Mesmo que você reconheça a emoção que a criança está expressando, questione-a, peça para que explique o que sente, auxilie-a a identificar e nomear a emoção. Depois que a criança falar sobre o que sente, converse com ela, não deixe que sinta que suas emoções não têm valor com frases do tipo “já passa” ou “não foi nada”. Conte para seu filho como você lida com o que sente, dando a ele mecanismos para lidar com as próprias emoções.

    3. Errar é humano

    1. ERRAR É HUMANO

    Quando erra, você se desculpa com seus filhos?

    Estamos vivendo em meio a uma crise. O estresse e as pressões com as quais temos vivido podem nos levar a ter atitudes que gerarão conflitos ou mágoas. A bomba explode e depois que a poeira baixa vemos as situações com mais clareza e às vezes nos damos conta de que erramos. O que fazer se os filhos presenciaram a explosão? Não existe atitude mais humilde do que se desculpar. O reconhecimento dos nossos erros e o pedido de desculpas é uma maneira de ensinar pelo exemplo. Quando a criança erra, briga com um amigo ou irmão, ensinamos que ela deve desculpar-se. E quando nós, pais, erramos? Devemos agir da mesma maneira. Agir com humildade e sinceridade com nossos filhos fortalece o relacionamento e os ensina que não é necessário viver carregando culpas por situações em que um simples “me desculpa, eu errei” é a melhor saída.

    murilo tchmola e taciana gaideski

     Imagens: Pinterest.com

     

     

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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