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    Estiagem ainda é severa: nível da barragem do Passaúna chega a 35,54%

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    Sem chuvas suficientes para recuperar o deficit hídrico, neste ano a Sanepar tem registrado os menores níveis das barragens que compõem o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), desde 2009. A barragem do Passaúna, localizada na Ferraria, por exemplo, nesta semana chegou ao nível de 35,54%. Em vários pontos da represa a terra aparece e o solo está rachado. Também é possível ver alguns escombros de construções antigas, com a baixa no nível de água.

    “Nos últimos 10 anos, nunca as barragens chegaram a níveis tão baixos. O mais preocupante é que os prognósticos de chuvas para os próximos meses não são promissores, mantendo-se a previsão de que teremos um volume muito abaixo da média histórica”, afirma o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky.

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    O índice de chuvas registrado na primeira quinzena de julho confirma o cenário negativo de precipitações ao longo de 2020 e está 60% abaixo da média histórica, segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Essa condição se reflete diretamente nos níveis de reservatórios de água.

    Embora em junho o padrão atmosférico tenha mudado em relação aos meses anteriores, com chuvas que superaram o volume histórico em algumas regiões do Estado, as precipitações concentraram-se em eventos de grande acumulação, como a do último dia do mês. “O ciclone bomba, do dia 30 de junho, trouxe ventos de quase 100 quilômetros por hora, causou muitos estragos, principalmente na RMC e no Litoral, mas a chuva que acompanhou provocou apenas um grande escoamento superficial e pouca penetração no solo”, conforme explica o Simepar.

    Em Curitiba e Região Metropolitana, a crise hídrica exigiu a implantação de rodízio, que reduz diariamente o fornecimento de água para 20% da população, com a meta de garantir níveis mínimos de reservação do SAIC até o período das chuvas, previsto somente para depois de setembro. A Sanepar também antecipou obras e implantou captações emergenciais que aumentam o volume de água para abastecimento público.

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