Banner rotativo

    Campo-larguense com doença genética rara está grávida de gêmeos

    0

    “A gestação é uma fase incrível na vida de uma mulher. Jamais imaginei sentir um amor desta forma, incondicional e inexplicável… Um sentimento de doação, entrega, abrigo, proteção”, esse depoimento é da campo-larguense Jaqueline Busmeyer, de 28 anos, que tem o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) – tipo 2, e está grávida de gêmeos bivitelinos.

    Alegria em dose dupla! Jaqueline conta que a descoberta da gravidez de gêmeos foi uma imensa surpresa. “Eu me sinto duplamente abençoada. É desafiador, não estava nos meus planos, mas toda a família recebeu com muito amor a notícia. Desde o começo tive total apoio de meus pais, que me ajudam em tudo, com cuidados e acompanhamento”, afirmou ela.

    PublicidadePrint

    A gestação está em 35 semanas e os bebês estão tendo um ótimo desenvolvimento. “Estou seguindo bem. Fora os desconfortos e incômodos comuns a partir do oitavo mês, como dores nas costas, falta de ar e inchaços nas pernas, estou bem. Tive uma gestação bastante tranquila”, contou Jaqueline. Heitor e Otávio foram os nomes escolhidos para os bebês, que nascerão por cesária, ainda sem data definida.

    História

    Jaqueline conta que tinha três anos de idade quando recebeu o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) – tipo 2. “Já a partir dos meus seis meses, entre oito meses e um ano, meus pais perceberam que eu era um bebê com fraqueza, não tinha o equilíbrio. Enfim, não apresentava os marcos neuromotores assim como as outras crianças”, afirmou.

    Como trata-se de uma doença genética rara, chegar a um diagnóstico definitivo foi difícil. “Não havia medicamentos para a Atrofia Muscular Espinhal, depois vieram alguns experimentais que poderiam ajudar, mas não era nada específico para a doença”, comentou.

    Quando criança, Jaqueline foi encaminhada para tratamento no Hospital Pequeno Príncipe. “Depois, aos 13 anos, fiz uma cirurgia para correção de escoliose. Também na adolescência passei a acompanhar no Hospital de Clínicas”, completou.

    Para ajudar no tratamento da AME, Jaqueline sempre fez fisioterapia; e há três anos, adotou a hidroterapia. Atualmente, em virtude da pandemia do coronavírus, está afastada das atividades.

    Entre os sintomas da doença, de modo geral, está a fraqueza muscular; hipotonia; perda do controle e perda das forças musculares; assim como dificuldades ou incapacidade de movimentos e locomoção.

    Jaqueline parou de andar quando tinha 12 anos, e hoje enfrenta desafios com a falta na rede pública dos medicamentos que foram desenvolvidos para o tratamento da doença.

    Apesar das dificuldades, Jaqueline sempre recebeu todo o apoio na luta contra a doença. “Meus pais sempre buscaram todo recurso que esteve ao alcance deles. Hoje ainda acompanho no Hospital de Clínicas, junto deles”, comentou.

    WhatsApp Image 2017-11-21 at 14.32.36

    Deixe seu comentário

    Favor escrever seu comentário
    Favor colocar seu nome