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    Ataque hacker ao TSE também conseguiu roubar dados de 2020

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    De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obtidas pelo O Globo, hackers conseguiram roubar dados da instituição referentes a 2020. As informações teriam sido subtraídas do Portal do Servidor do TSE, com dados pessoais de juízes e outros funcionários, mas acredita-se que o ataque tenha ocorrido em setembro deste ano, e não no dia das Eleições 2020.

    A primeira parte do vazamento trazia dados de um servidor antigo do TSE, com informações de servidores que trabalharam na instituição entre 2001 e 2010. Agora, foram encontradas na web dados de 2020, os dados remontam apenas até setembro, dando a entender que o ataque teria ocorrido nesse mês em específico.

    Os hackers teriam então esperado o dia das Eleições 2020 para fazer a divulgação na internet das informações roubadas com o intuito de causar mais impacto, fazendo com que a população pudesse questionar a lisura do processo eleitoral. Segundo análise da SaferNet, ocorreu uma campanha criminosa coordenada de uma série de indivíduos e grupos hacker com o intuito de desacreditar as eleições, abrindo assim margem para os candidatos derrotados questionarem os resultados do pleito.

    E o atraso na apuração dos resultados?

    O atraso na contagem dos votos pelo TSE também contribuiu para essa sensação de dúvida, mas a instituição explicou que adquiriu um supercomputador da Oracle para fazer a apuração dos votos de maneira centralizada e mais segura, mas essa máquina registrou falhas no momento da apuração. A Corte explica que não houve tempo hábil para realizar testes adequados no equipamento devido a limitações impostas pela pandemia da covid-19.

    É importante destacar que os vazamentos de dados de funcionários não têm qualquer implicação na apuração de votos. As urnas eletrônicas não contam com qualquer possibilidade de serem conectadas a uma rede, inviabilizando qualquer tipo de ataque hacker em larga escala. Os resultados de cada urna são transportados em memórias físicas e, em seguida, transmitidos para o TSE por meio de uma rede privada, fisicamente separada da internet comum, acessível apenas a partir das sedes dos Tribunais Regionais e do próprio TSE.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    fonte:tecmundo

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