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    O NASCIMENTO DE CRISTO (segunda parte) 2/3 o medo de Herodes diante da realeza de Cristo

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    Herodes, “o Grande” era edomita, ele não tinha uma relação com a dinastia de Davi, no entanto, no ano 37 antes de Cristo foi nomeado o rei da Judéia por Otávio Augusto. É certo que os judeus daqueles dias preferiam serem dirigidos por Herodes que é descendente de Esaú o irmão de Israel, do que serem liderados por qualquer pessoa que não pertencia a linhagem de Abraão, melhor dizendo, eles eram do mesmo sangue, porém, os próprios judeus também sabiam que não estava certo ter um edomita no trono de Israel. A “impiedade de edomitas” diante dos judeus era igual a de qualquer outro gentio.

    Apesar de ser gentio os judeus perceberam a sua capacidade, pois ele tinha demonstrado esplendor, sua expressão era de modo grandiosa, no entanto, vivia sob hesitação da consciência, dúvida, inquietação espiritual, também era infeliz e de coração selvagem. Com base no que foi demonstrado, apresenta-se o objetivo deste trabalho que é entender o medo de Herodes diante da realeza daquele que nasceu para reinar eternamente e, a justificativa deste texto, trata-se da agitação do rei Herodes e de toda Jerusalém depois de receberem as notícias do nascimento do Messias.

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    É verdade que os magos chegaram na cidade de Jerusalém com todo entusiasmo e perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mateus 2:2) e esperavam contagiar toda Jerusalém com o mesmo entusiasmo das novidades celestial, porém, o rei Herodes, o Grande que estava no trono de Judéia sem pertencer a dinastia real, não podia estar confortado diante das novidades de que alguém nasceu para reinar, ou seja, as notícias acusavam Herodes, “Onde está aquele que nasceu Rei”? Isso demonstra que Herodes não nasceu para reinar em Judéia, melhor dizendo, Herodes usurpou o poder, por isso estava com medo. Também o povo em Jerusalém estava agitado, mas no caso destes era uma agitação com a esperança de ter um Rei da dinastia de Davi que podia trazer paz, se for possível os libertar da dominação dos romanos.

    Não se deve ter como segredo o fato dos reis ou políticos estarem com sentimento de angústia, ou mesmo raiva, quando escutarem que Jesus Cristo é Rei que reina eternamente, percebe-se que se tivessem a forma de extinguir o nome de Cristo na terra o faria com todo prazer. Alguns reis e políticos ignoram o seu reinado eterno para não perderem regalias diante dos homens ou mesmo diante do sistema político e se contentam com privilégios de gozar de bom conceito junto à sociedade. Entretanto a paz na liderança somente pode ser obtida com submissão à liderança de Jesus Cristo. Quando os magos chegada em Jerusalém e falaram da estrela do rei nascido, a cidade toda se agitou. É provável que na essência do ser humano existe alguma sensação em relação ao poder, pois, não existe algum momento na história da humanidade que as pessoas não têm medo do poder e, parece que tanto o soberano quanto o súdito, têm o medo do mesmo. O súdito tem medo de ser punido pelo o detentor do poder e o próprio soberano tem medo de perder o poder, então ambos vivem pensando na melhor forma de se relacionar com o poder.

    Embora Herodes se sentiu ameaçado com as notícias do novo rei, porém, escondeu suas intenções e agiu de forma astuciosa com os magos, fez como se fosse um amigo dos magos e estava satisfeito com as informações “então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer” (Mateus 2:4), fez a pergunta como se pretendesse resolver algum problema dos magos ou da sociedade judaica, contudo, o seu coração estava cheio de raiva, comportamento tipicamente dos atuais políticos diante dos desafios que a política sempre oferece, tentam dissimular o que pretendem fazer. De fato, a única coisa que Herodes queria era saber o lugar de nascimento de Cristo para o assassinar.

    Herodes era uma pessoa que se sentia um ilustre e herói, sempre lutava para suscitar o terror sem piedade, o seu comportamento sempre terminava em drama terrível para o povo. O que mais se impressiona num homem duro como Herodes é como ele conseguiu ocupar um trono quase três décadas e meio no momento do apogeu do império romano, período em que somente grandes figuras da humanidade eram nomeadas pelos imperadores para ocuparem um trono como Judéia, os quais faziam amizade com o povo. No caso de Herodes, ele ameaçava, torturava e espancava o povo, por isso, não podia estar feliz perante um novo rei que deveria ocupar o trono.

    Ele disse aos magos “Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo” (Mateus 2:8), porém quando percebeu que foi enganado pelos sábios, decidiu usar o recurso diferente, ou seja, trucidar as crianças do sexo masculino como se segue: “Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos” (Mateus 2:16), de fato foi um ato brutal de Herodes para se sentir seguro no trono.

    Não se sabe com exatidão quantas crianças morreram nessa atrocidade, na teoria, ainda não achou alguém que informou o número de crianças do sexo masculino de dois anos para baixo que Herodes assassinou no momento, contudo, o fato faz lembrar da profecia de Jeremias: “Assim diz o Senhor: Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável por causa deles, porque já não existem” (Jeremias 31:15) este versículo foi citado na sua totalidade em Mateus 2:18. Raquel a mãe de José e de Benjamim foi sepultada bem perto da cidade de Belém, aqui ela representa todas as mães que tinham crianças assassinadas por Herodes.

    Tendo em vista os aspectos observados, é imprescindível que todos se conscientizem de que o nascimento de Cristo foi diferente com o de qualquer outro ser humano. Muito antes dEle ter nascido as profecias e cerimónias já demonstrava que alguém nasceria nunca condição diferente, o que causou uma profunda esperança tanto para os judeus quanto para os não Judeus e no momento do seu nascimento, os agentes celestiais manifestaram “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14) igualmente manifestaram as pessoas mais sábias da época “vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mateus 2:2). Antes de tudo isso Isaias já tinha dito: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaias 9:6), a majestade de Jesus não podia ser compreendida por um rei que não sabe o proposito divino e, sem o conhecimento da vontade divina, o homem pode ser dominado pelo medo como se observa em Herodes e de muitas pessoas no presente século, entretanto o mundo precisa conhecer a vontade divina a qual reside em Jesus Cristo que os magos tinham encontrado no berço e que você também precisa encontrar neste momento.

    Raul Ié

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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