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    O significado do óleo derramado sobre a cabeça de Arão e seu bom emprego perante os cristãos – Salmo 133

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    O salmo 133 apresenta a celebração da unidade da vida, da faculdade de agir e conjunto de coisas que se diversificam dentro de uma classe. Qualquer ser humano que já experimentou a influência do espírito santo numa reunião dos fieis pode falar de sua experiência pessoal, mas ainda não experimentou o tipo da unidade que se refere no salmo 133. Na verdade, não existe algo na história do cristianismo que se pode usar assegurando a unidade do referido salmo como seu antítipo. Com base no mesmo salmo apresenta-se a finalidade desta reflexão: apreciar o significado do óleo derramado sobre a cabeça de Arão e seu bom emprego perante os cristãos. Esta reflexão justifica-se por tratar-se da vontade do Criador “ao ser criado” que carrega a imagem do próprio Criador.

    Arão foi chamado para ser representante de Deus no meio do povo como se segue: “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (HEBREUS 5:4), foi Deus que lhe chamou e no momento de sua consagração, além de vários outros rituais, Deus disse: “Então, tomarás o óleo da unção e lho derramarás sobre a cabeça; assim o ungirás” (ÊXODO 29:7), o óleo derramado sobre a cabeça de Arão demonstrava a concessão da graça divina sobre a sua vida e o seu sacerdócio, ele era uma benção para o povo eleito por Deus, também fazia o papel do reconciliador entre o povo com Deus – o pacificador do coração do povo e ainda servia de harmonia para qualquer falta de entendimento das pessoas na presença de Deus, igualmente entre as duas ou mais pessoas em conflito.

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    Então o alvo principal da unidade tratada no presente salmo deve ser a consagração deste sacerdote ao serviço e o paralelo feito entre os elementos do texto, a fragrância do óleo “o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes” (SALMOS 133:2), embora são muito importantes por terem dado o sentido do que é a unidade, porém, devem ser colocados na segunda posição. Hoje todas as crianças sabem muito bem que ao despejar uma caneca cheia de água em sua cabeça, a água desce para queixo e desce para o corpo inteiro. Por outro lado, ainda que existisse a possibilidade de usar a mesma composição do óleo na presente era e jogar na cabeça de qualquer sacerdote, o certo é que o texto sagrado não vai fazer a menção do óleo do século XXI, ou seja, a mão do Senhor estava somente no contexto que Arão ministrava e abençoou aquela consagração. E no que diz respeito ao sacerdócio de Arão ninguém consegue desvendar a essência do seu mistério, pois era o prazer de Deus escolher exclusivamente Arão e o consagrar tanto ele quanto a sua descendência até serem substituídos por Cristo. Então a ação do óleo deve ser vista mais na consagração do Arão do que a união que causou entre sua cabeça, a barba e suas vestes.

    O salmista fez a mesma ilustração no verso três do mesmo capítulo usando o orvalho do monte Hermom que desce sobre os montes de Sião. De igual modo, se o ponto principal for a corrente da água que uni Hermom com os montes de Sião, pode-se então, ignorar o que deu origem ao rio naquele lugar que é o tamanho do Hermom e a quantidade de neve que ele recolhe. Na verdade, existe vários montes naquela região e com certeza cai a neve em todos eles, a diferença é que o monte Hermom é maior em termos de altura, dizem que possui 2.814 m de altura, o que facilita o recolhimento da grande quantidade de neve no momento que ela cai naquela região.

    Embora, os outros montes recolhem a neve nos mesmos meses, mas nunca em grande quantidade como Hermom, pois é a neve deste que supre o rio que liga o mesmo monte com os de Sião. Existe a possibilidade da neve dos outros montes provocarem riachos, porém não são iguais ao rio que liga o monte Hermom com os montes de Sião. Então, o ponto principal do orvalho que uni os dois lugares deve ser observado na altura do Hermom e a quantidade da neve que o mesmo monte recolhe para depois suprir o rio quando a mesma neve for derretida pelo calor.

    Em vista dos argumentos apresentados, conclui-se que a unidade dos irmãos em Cristo como é pregado hoje em dia possui o seu ponto principal na pessoa de Jesus Cristo o Sumo Sacerdote e sua análise possui como ponto de partida a pessoa de Cristo que é o cabeça da igreja, Cristo é a essência da unidade entre os fiéis de todos os lugares e de todos os tempos. Se não fosse Cristo não existiria a unidade dos fiéis de diferentes continentes, nações, raças, etnias, tribos etc. Deste modo, quando se pretende avaliar a unidade diante dos cristãos que seja feita com base na pessoa de Jesus Cristo, em seguida na pessoa de cada fiel com Cristo e depois entre os cristãos.

     

    Raul Ié

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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