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Cuidando da Mulher, cuida-se da Infância.

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Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, não poderíamos deixar de enaltecer o seu papel significativo na família. Ser mãe é a identidade principal da mulher no núcleo familiar, no entanto sabemos que ela desempenha inúmeros papéis de destaques na sociedade em geral. Ouvimos muito as pessoas falarem, que mãe é psicóloga, professora, motorista, cozinheira, faxineira e por aí vai, são termos cotidianos usados para se referir ao cuidado que ela exerce em prol daqueles que ama, mas vale lembrar que alguém, que cuida tanto, também precisa de cuidados.

Segundo Favaro (2007), “a mulher é colocada como um elemento agregador imprescindível, sem o qual a unidade familiar não sobrevive”.  O papel que a mulher exerce dentro de uma família é sublime e de extrema magnitude.  Apesar da importância desta figura, sabemos que a desvalorização da mulher é algo histórico e cultural na nossa sociedade.  Estamos caminhando em passos lentos em relação a alguns países desenvolvidos, no que refere-se a leis, programas e políticas públicas de incentivo e apoio à mulher, tanto no âmbito da saúde como de prevenção a violência intra e extrafamiliar.

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Alguns fatores são relevantes abordarmos neste texto, com o objetivo de esclarecer a necessidade urgente de cuidarmos da mulher. Um deles é a RENÚNCIA que algumas mulheres fazem para manter o bem estar da sua família. Quando ouvimos histórias relatadas por essas mulheres, nos comovemos, pois revelam muitas dores reprimidas e fica nítido que elas “carregam literalmente as suas famílias nas costas”.  Temos a impressão de que assumiram responsabilidades que não são somente suas e, nesse quadro de sobrecarga, é comum encontrarmos mulheres psicologicamente abaladas, deprimidas e com sérios problemas de saúde. Muitas vezes, buscando força onde não têm, enfrentam um marido violento ou usuário de drogas e álcool,  viuvez,  pobreza, julgamentos, preconceitos e tantos outros fatores que dificultam a sua trajetória, podendo até se anular como pessoa, mas sem desistir de lutar e enfrentar o seu dia a dia.

Todo esse esforço feito por essas mulheres foi para preservar a sua família, principalmente seus filhos.  O sofrimento que enfrentam, na maioria das vezes, é invisível e solitário aos olhos da sociedade, mas mesmo assim, elas ainda afirmam que valeu a pena. Que resiliência tem essas mulheres? Dá onde encontram forças para não desistir? O que leva essas mulheres serem capazes até mesmo de dar suas vidas em prol dos seus filhos? Podemos dizer com toda certeza: “O amor às impulsiona”.

Outro fator relevante foi à entrada da mulher no mercado de trabalho para ajudar na renda familiar, a jornada de atividades duplicou ainda mais, acarretando em sérios problemas emocionais e desequilibrando toda a família. Imaginem em tempo de Pandemia como estamos vivendo, o trabalho da mulher não só duplicou, mas triplicou. A Mulher precisa ser acolhida em suas necessidades, não tem como vencer essa jornada sufocante sozinha. Vale salientar, que cabe aos homens também um posicionamento efetivo, junto à família, sociedade e poder público em defesa, apoio, proteção e acolhimento dessas mulheres.

O cuidado para com a mulher por parte da sua família, da sociedade e do poder público irá refletir na infância, não tem como separar as duas coisas. Uma mulher bem cuidada em todos os aspectos desempenhará com satisfação e excelência a sua maternidade, o seu papel de esposa e o seu papel profissional. Existe um provérbio bíblico que diz:“a mulher sábia edifica sua casa e a tola a destrói”. Este provérbio nos remete a uma mulher equilibrada em todos os sentidos, se ela está bem consigo mesma, consegue trazer harmonia e estabilidade para o seu lar. Claro que uma infância saudável não dependerá somente da maternidade, a paternidade também desempenha um papel importantíssimo no desenvolvimento da criança.

Cuidar significa agir com prudência, prestar atenção, tratar-se com esmero, interessar-se por algo, tratar da saúde e prevenir-se contra alguma situação de perigo. É essencial cuidarmos da mulher hoje, se quisermos uma infância saudável a médio e longo prazo e em decorrência a esse cuidado, teremos a diminuição de vários problemas disfuncionais na família.

“Quem se importa, cuida” 

Fonte:

FAVARO, C. (2007).  Mulher e Família: Um Binômio (quase) inseparável. In: Strey, M.N: Neto, J.A.S. & Horta, R.L (org), Família e Gênero. Porto Alegre: EDIPUCRS. 

 

*Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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