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    Tema-mestre da pregação do Apóstolo Paulo (primeira parte) 1/2 – A jactância que reside na cruz de Cristo – Gálatas 6:14 e 15

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    A morte de Cristo na cruz é a prova do amor de Deus, o sangue que jorrou na cruz pode remover os pecados de qualquer ser humano, esta remoção é diferente com a que era simbolizada no Antigo Testamento. Além de Cristo eliminar o pecado de uma vez para sempre, também purifica a capacidade do homem para conhecer valores e mandamentos morais e como aplicar os mesmos no relacionamento com Deus. No entanto, percebe-se que qualquer morte na cruz é cheia de miséria e ignomínia, morte reprovado por Deus “porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (DEUTERONÔMIO 21:23) e os homens a apreciava com sentimento de repugnância e infâmia. Entretanto, Paulo se gloria nesta morte porque nela se encontrou a perfeita felicidade. Partindo desse motivo de exaltação de Paulo, esta reflexão possui a finalidade de entender o tema-mestre da pregação e a jactância do apóstolo Paulo que se sintetiza na cruz de Cristo.  

    A cruz era um tipo de mecanismo que permitia controlar a sociedade, era o lugar onde os romanos puniam as injustiças, no caso dos israelitas a cruz amaldiçoava os malditos (Dt. 21:22 e 23) Paulo, o examinador e conhecedor das Escrituras Sagradas, achava que as pessoas não deviam seguir Jesus porque Este foi pendurado no madeiro, fato que levou Paulo a perseguir a igreja, porém, quando Ele encontrou com Jesus no caminho à Damasco “Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (ATOS 9:5), de imediato Paulo mudou a sua convicção, ou seja, para Paulo JESUS CRISTO não é o amaldiçoado, visto que os malditos não se ressuscitam, daquele dia em diante o motivo de orgulho e o maior triunfo de Paulo se residia na cruz de Cristo. 

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    Jesus foi à cruz por amor de Deus a humanidade e mesmo que Ele não tivesse ido à cruz ainda assim não perderia as suas virtudes como filho do Pai Eterno. A cruz é um sinal indispensável na vida cristã, ela afasta os cristãos da autoconfiança e os leva a confiar somente em Deus. O amor que levou Jesus à cruz reverteu a posição dos fiéis perante Deus, isto é, de condenados para salvos pela graça e devia ser o motivo de cada cristão se gloriar na cruz como apóstolo Paulo se gloria e afirma: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (GÁLATAS 6:14). O mundo nesta expressão do apóstolo pode ser resistido somente com as qualidades da nova criatura que são implantadas por Deus no desenvolvimento espiritual do cristão. O mundo é o objeto do velho homem e se opõe ao reino espiritual de Cristo e a forma de o crucificar é mortificar o velho homem.    

    Na cruz cada pessoa pode achar a totalidade da sua redenção. Quando o homem cometeu o pecado no jardim do Éden se distanciou inteiramente de Deus, o próprio Deus perdeu o prazer de relacionar com os homens. É necessário lembrar que é a profundeza do pecado e não Deus que colocou os limites que impossibilitam o homem de relacionar com Deus, entretanto, a ida de Jesus na cruz é para assumir o lugar da humanidade e inibir as barreiras que existem entre o ser humano e Deus. Ainda pode ser perfeitamente observado que Jesus sofreu bastante na cruz como Ele exclamou no evangelho de Marcos 15: 34 citando, na cruz, Salmos 22:1 “Deus meu, Deus meu, porque me desampares? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido” (SALMOS 22:1, MARCOS 15: 34). Este fato demonstra que realmente Jesus tinha sentido na cruz pelos pecados da humanidade o que deveria fazer cada ser humano pensar na sua culpa no Jardim do Éden. 

    No salmo 22:1 salmista gritou demonstrando como Deus tinha o abandonado, porém era um abandono parcial diferente do que Jesus sofreu na cruz, porque no caso de Jesus seu abandono tem origem na sua ida até as profundezas dos pecados da humanidade para os cancelar igualmente para propiciar a ira de Deus e expiar o pecado de cada um. Propiciar alguém significa apaziguar ou pacificar a sua ira “a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos” (ROMANOS 3:25) e expiação é ato pelo qual Deus restaura o relacionamento de harmonia e unidade entre Ele e os seres humanos. 

    Por isso entende-se que Jesus foi impressionante na cruz, pois, enquanto estava sendo amaldiçoado na cruz como Paulo afirma “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro) ” (GÁLATAS 3:13) tinha a capacidade de pensar em cada ser humana. Enquanto estava sendo amaldiçoado, tinha a capacidade de ver a preciosidade das almas das pessoas de então dias e das pessoas que viria nascer e ainda compreende como todos merecem o perdão. A dor e maldição que Jesus levou na cruz registram a mordida da serpente no calcanhar do descendente da mulher como constam em Gênesis (3:15) “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, na cruz Jesus foi ferido profundamente no calcanhar para a salvação da humanidade. Por isso, cada um deve se gloriar em Cristo “como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1CORÍNTIOS 1:31).

    Raul Ié

    *Os artigos e opiniões publicados são de inteira responsabilidade dos autores, não refletindo necessariamente a opinião dos editores.

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